Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Covid-19: Belém é a oitava capital em vacinação no Brasil

Belém é a oitava capital brasileira com maior percentual no esquema vacinal completo contra a covid-19. Até a última quinta-feira (18), o vacinômetro municipal apontava que mais de 1 milhão de pessoas já tomaram as duas doses da campanha, o que representa 69,05% da população total da cidade. Esse percentual, calculado pela reportagem, leva em consideração a estimativa populacional de 2020, quando Belém somava 1.499.641 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao todo, desde janeiro de 2021, a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) já aplicou 2.357.733 doses de anticovid-19. Desse total, 1.139.598 tomaram a 1ª dose (75,99% da população da cidade), 1.035.503 completaram o esquema vacinal com as duas doses (69,05% do total da população da cidade) e 182.632 receberam a dose de reforço (12,1% do total da população da cidade).

No ranking das capitais com esquema vacinal completo — segunda dose ou dose única —, Belém ficou atrás de Vitória (80,81%), Florianópolis (80,21%), São Paulo (76,30%), Rio de Janeiro (76,29%), Belo Horizonte (70,98%), Porto Alegre (70,15%) e Curitiba (69,62%). Em último lugar aparece Macapá (28,42%), que já aplicou 438.808 doses, sendo 287.195 primeiras doses, 139.329 doses únicas, 6.489 doses únicas e número não informado sobre reforço e/ou dose adicional.

Sesma aponta 88,6% da população vacinável está protegida com duas doses

Em nota divulgada no dia 18 de novembro, a Sesma considerou a estimativa populacional de 2021 para divulgar o percentual de cobertura da vacinação. “A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) informa que foram vacinadas com a primeira dose 1.139.598 pessoas, correspondendo a 75,6% da população total da cidade, calculada em 1.506.420, e a 88,6% da população vacinável (com 12 anos ou mais), estimada em 1.285.716”, iniciou a nota.

“Foram vacinadas, com as duas doses, 1.035.503 pessoas, correspondendo a 68,7% da população total e a 80,5% da população vacinável. Além disso, foram imunizadas, com a terceira dose, 182.632 pessoas, correspondendo a 73,2% do público considerado, inicialmente, prioritário para esta fase, que são os idosos acima de 60 anos, os profissionais da saúde e os imunossuprimidos”, detalhou.

A campanha de vacinação em Belém começou no dia 19 de janeiro, no Hangar, com a aplicação nos agentes de saúde que atuaram no hospital de campanha que estava montado nesse espaço. Ao todo, foram quase dez meses de convocação para que públicos prioritários e por faixa etária procurassem algum ponto específico de vacinação. Esses pontos foram montados em escolas, faculdades, shopping centers, igrejas e outros espaços públicos e privados.

Esse formato de imunização encerrou no dia 12 de novembro com a desativação dos pontos específicos. Desde o dia 16 de novembro, as aplicações seguem nas salas de vacinação de 29 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 21 Unidades de Estratégia da Saúde da Família (USF) da capital e distritos, e em mais dois shoppings de Belém, o Boulevard e o Bosque Grão Pará.  As unidades de saúde funcionam das 9h às 17h e as salas de vacina instaladas nos shoppings, das 10h às 20h. O mapa com a localização dos pontos está disponível no site Belém Vacinada belemvacinada.com.br.

Podem comparecer para se vacinar todos aqueles que ainda não receberam a 1ª dose ou a 2ª dose, bem como os idosos (60 anos ou mais) e os profissionais da saúde, que receberam a 2ª dose até julho e que ainda não receberam a 3ª dose, assim como para os imunossuprimidos. A 3ª dose também estará disponível para todas as pessoas que completarem seis meses da aplicação da 2ª dose. Com RG, CPF e comprovante de residência. Em caso de 2ª dose ou 3ª dose, deve ser apresentado o cartão de vacinação.

Infectologista avalia: meta de cobertura de 70% ainda não garante segurança

De acordo com o infectologista Lourival Marsola, de Belém, o Brasil como um todo costuma responder bem às campanhas de vacinação. “Historicamente, temos essa tradição. A população é acostumada a responder bem às campanhas, como no caso em que erradicamos a poliomielite e controlamos o sarampo. Durante muito tempo, fomos exemplo para o mundo”, pontuou.

Na capital paraense, seguir com estratégias educativas é um dos caminhos a partir de agora, conforme sugeriu o especialista. “Belém precisa manter as atividades educativas e de orientação. Por mais que mude a estratégia de deixar a vacinação em unidades básicas e pontos fixos, a busca por pessoas que ainda não foram vacinadas precisa ser mantida. Não podemos deixar que os bons resultados de queda de casos, óbitos e taxa de ocupação em leitos nos faça achar que a pandemia acabou”, alertou.

O infectologista frisou que a meta de 70% da população com cobertura vacinal completa ainda não é garantia para o fim da pandemia. “Essa meta inicial foi próxima do aleatório. Não sabemos exatamente se essa meta vai controlar ou acabar com a pandemia. O que esperamos é que toda a população seja vacinada com as duas doses e que tome o reforço quando chegar o momento”, disse.

A ação das equipes de estratégia de saúde da família deve ser contínua na busca por pessoas que ainda não foram vacinadas, conforme opinou Lourival Marsola. Ele também destacou que a integração entre o governo estadual e governo municipal faz toda a diferença para incentivar a campanha. Outra estratégia que deve ser fortalecida, segundo o infectologista, é o passaporte de vacinação.

“O passaporte é o caminho. Municípios e serviços devem ser conduzidos a isso. Quando falamos em obrigação da vacina, não quer dizer que a pessoa será forçada a tomar. Tem várias maneiras. Quando o cidadão precisa ir a um evento, deve apresentar a carteirinha de vacinação com o esquema completo. Para viajar, as companhias aéreas devem caminhar para cobrar o passaporte de vacinação”, avaliou.

“Também tem a questão trabalhista, que deve ser direcionada para que todas as empresas solicitem a vacinação completa de todos os colaboradores. E de todos aqueles que ainda ingressarão. Mas precisamos lembrar que, dentre pessoas não vacinadas, temos que separar aquelas com contraindicação à vacinação. São poucas, mas é uma contraindicação absoluta de alergia a alguns componentes da vacina. Mas vale lembrar que se trata de uma liberdade coletiva, saúde coletiva”, finalizou Lourival Marsola.

Entenda a metodologia de levantamento da Redação Integrada de O Liberal

O infográfico que mostra Belém em oitavo lugar entre as capitais com maior percentual de esquema vacinal completo foi montado pela reportagem com a estimativa populacional de 2020 de todas as capitais, segundo o IBGE. Foram indicados os seguintes dados: total de doses aplicadas, total de primeiras doses (D1) aplicadas, percentual de cobertura de D1, total de segundas doses (D2) ou doses únicas (DU) aplicadas, percentual de cobertura do esquema vacinal completo, total de doses de reforço ou doses adicionais aplicadas e percentual de cobertura da terceira dose.

De 9 a 16 de novembro, a reportagem identificou uma lentidão para acesso aos dados das capitais no vacinômetro atualizado pelo Ministério da Saúde, por meio do site localizasus.saude.gov.br. Por conta disso, de 17 a 19 de novembro, o ranking foi montado a partir do levantamento feito junto às secretarias municipais de saúde e às secretarias de comunicação das respectivas prefeituras. Em alguns casos, por falta de comunicação com algumas gestões municipais, a reportagem fez o levantamento a partir dos dados disponibilizados pela gestão estadual.

Fonte: O Liberal

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