Terça-feira, Janeiro 25, 2022
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Setor de serviços cresce 2,4% em novembro após dois meses de queda, diz IBGE

O setor de serviços — um dos mais afetados pela pandemia de Covid-19 — cresceu 2,4% em novembro, após ter registrado dois meses seguidos de queda, divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (13).

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta é de 10%.

O resultado veio muito acima da expectativa de analistas, que esperavam alta de 0,2% na comparação mensal e de 6,5% na anual.

Com isso, o setor recuperou a perda acumulada de 2,2% entre setembro e outubro, destacou o IBGE. O resultado de novembro também leva o setor 4,5% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020.

“Esta recuperação do mês de novembro coloca o setor no maior patamar dos últimos seis anos, igualando-se ao nível de dezembro de 2015″, diz o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, em nota.

“Das últimas 18 informações divulgadas, na comparação mês contra mês anterior, 15 foram positivas e 3 foram negativas: março, devido à segunda onda de Covid, e setembro e outubro, por conta de aumentos de preços em telecomunicações e passagens aéreas”, diz.

Apesar de mostrarem recuperação, os serviços ainda estão 7,3% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014, destaca o instituto em pesquisa.

Das cinco atividades monitoradas pelo instituto, quatro mostraram avanço no mês. O destaque ficou para os serviços de informação e comunicação, que avançaram 5,4% na passagem de outubro para novembro, recuperando a perda de 2,9% dos dois meses anteriores.

Com isso, diz o IBGE, a atividade fica num patamar 13,7% acima do verificado em fevereiro de 2020.

“Nessa atividade, sobressai o setor de tecnologia da informação, principalmente os segmentos de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca da internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares e consultoria em tecnologia da informação”, diz Lobo.

A pesquisa indica um crescimento de 10,7% para o setor de tecnologia da informação de outubro para novembro, maior taxa desde janeiro de 2018 (11,8%), ficando 47,4% acima do patamar pré-pandemia.

“Após o período mais agudo da pandemia, a partir de junho de 2020, o setor mostrou uma rápida recuperação, acelerando o ritmo de crescimento das receitas. Essas informações positivas são em boa parte explicadas pelo dinamismo das empresas do setor de TI, que fornecem serviços para outras empresas”, analisa Lobo.

Atividade de transportes teve o segundo impacto positivo no índice, com avanço de 1,8%, que recuperou praticamente toda a perda de 1,9% que teve de setembro a outubro, e passa a operar 7,2% acima de fevereiro de 2020.

“Os destaques na área de transportes foram transporte aéreo de passageiros, correio e transporte rodoviário de carga”, informa Lobo.

A única queda em novembro veio de serviços profissionais, administrativos e complementares, que tiveram recuo de 0,3%, quarta taxa negativa seguida, acumulando perda de 3,7% nesse período.

Vale ressaltar também que o índice de atividades turísticas avançou 4,2% frente a outubro, sétima taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 57,5%.

Fonte: CNN

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