Terça-feira, Janeiro 25, 2022
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Elis Regina é revivida com coletânea editada em CD com fonograma raro de 1980

♪ Única gravadora multinacional que ainda edita discos no formato de CD no Brasil, a Warner Music põe no mercado fonográfico nova coletânea de Elis Regina (17 de março de 1945 – 19 de janeiro de 1982), uma das saudades mais doídas do Brasil.

Elis, essa saudade… é, aliás, o título da compilação que sai em CD (com tiragem de 300 cópias) e em edição digital nesta sexta-feira, 3 de dezembro, com a reunião de 16 fonogramas lançados originalmente entre 1979 e 1998. O nome da coletânea alude aos dois álbuns lançados pela cantora gaúcha na gravadora então denominada WEA, Elis, essa mulher (1979) e Saudade do Brasil (1980).

A esses dois discos, se somaram dois álbuns ao vivo editados após a morte da cantora, Montreux Jazz Festival (1982) e Elis vive (1998), ambos com registros de shows feitos pela artista em 1979.

Feita pelos jornalistas Danilo Casaletti e Renato Vieira, produtores executivos da coletânea, a seleção de repertório de Elis, essa saudade… destaca Pequeno exilado, fonograma raro de 1980, até então inédito no formato de CD. Pequeno exilado é música do cantor, compositor e músico Raul Ellwanger, gaúcho de Porto Alegre (RS). Elis gravou a música para disco do conterrâneo Ellwagner.

O fonograma foi feito na cidade de São Paulo (SP) no mesmo Estúdios Reunidos onde a cantora também pôs voz em Alô, alô, marciano (Rita Lee e Roberto de Carlos, 1980) para single que precedeu a edição do álbum duplo Saudade do Brasil em 1980. Com o tempo, essa versão de Alô, alô, marciano se tornou menos conhecida.

Outro fonograma menos batido é No céu da vibração, música composta por Gilberto Gil em tributo ao médium Chico Xavier (1910 – 2002) e gravada por Elis para o lado B do single que, no lado A, trouxe a já mencionada versão de Alô, alô, marciano.

Outra faixa que merece menção é o registro de Velho arvoredo. Lançada em 1976 pela cantora Cláudia Versiani, a música de Hélio Delmiro e Paulo César Pinheiro chegou a ser gravada por Elis em 1979 para o álbum Elis, essa mulher, mas foi limada da seleção final do disco, pela limitação de espaço no LP, para ceder o lugar à canção As aparências enganam (Tunai e Sérgio Natureza, 1979).

Cinco anos depois, a gravação de Velho arvoredo foi retrabalhada pelo produtor Max Pierre e por Rogério Costa, irmão de Elis, para o álbum póstumo Luz das estrelas, lançado em 1984 pela gravadora Som Livre e nunca disponibilizado em edição digital.

Valorizada na edição em CD pelo fato de o encarte reproduzir as letras das 16 músicas com as respectivas fichas técnicas do fonograma, a coletânea Elis, essa saudade… merece o investimento de colecionadores de mídias físicas somente por conta da faixa Pequeno exilado.

Fonte: G1

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