Mais oito pessoas morreram por covid-19, a grave doença respiratória causada pelo coronavírus sars-cov-2. Os novos registros foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), na noite deste sábado (25). Com os novos casos, agora o Pará tem um total de 95 óbitos.

Dos oito novos registros, sete são de Belém: mulher de 31 anos, homem de 31 anos, mulher de 50 anos, homem de 68 anos, homem de 82 anos, mulher de 82 anos e homem de 82 anos. Em Ananindeua, houve a morte de um homem de 67 anos.

Ainda na noite deste sábado, a Sespa registrou 107 novos casos confirmados de covid-19, chegando ao total de 1.745 casos. Até as 13h, 736 pessoas estavam recuperadas (com alta hospitalar ou já assintomáticas). Havia 482 casos em análise. Nesse horário, o órgão havia divulgado um óbito, um homem de 42 anos, de Belém.

Sespa Pará@SespaPara

Confirmamos mais 107 casos de covid-19. Agora são 1.745 casos no Pará.

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Cada morte divulgada antes é analisada e testada pelo órgão estadual. Uma das culturas recentes tem sido a recusa em acreditar que a covid-19 mata, além da contestação dos registros de óbitos. Isso já causou confusões e até casos de agressão, em todo o Brasil, contra médicos que colocam como possível causa do óbito a doença do coronavírus.

Profissionais de saúde de todo o Brasil estão se desdobrando e estão sobrecarregados. Muitos adoecendo na missão de cuidar dos doentes com covid-19. Porém, esse trabalho já resultou em vários pacientes recuperados. Dos 1.026 casos confirmados no Pará, até esta terça-feira (21), 429 já estavam recuperados e sem sintomas da doença.

Por conta dos iminentes colapsos no Sistema Único de Saúde (SUS) — que há tempos não era tão referenciado e evidenciado —, os órgãos de saúde municipais, estaduais e o Ministério da Saúde voltam a pedir que a população seja consciente e, se puder, fique em casa o máximo possível.

É óbvio que nem todo mundo poderá ficar em casa, pois alguns serviços são essenciais e alguns compromissos ainda exigem presença. O importante é cada um cumprir sua parte em evitar que o vírus circule e se expor a riscos sem necessidade.

O QUE FAZER

Se for realmente necessário sair, é necessário usar luvas, máscara e manter distância mínima de 1,5 metro de cada pessoa. Todo mundo pode e deve exigir esse distanciamento, sem medo de parecer grosseiro. Álcool gel ou lavar as mãos tão logo seja possível. Ao retornar para casa, as roupas devem ser logo lavadas. Calçados devem ficar do lado de fora da casa. Compras devem ser higienizadas com água e sabão. A pessoa que esteve na rua precisa tomar logo banho.

Sem esses cuidados, o número de doentes e mortos pode aumentar significativamente. Esses cuidados são temporários, até que tratamentos comprovadamente eficazes sejam descobertos ou vacinas sejam desenvolvidas. No mínimo, até a circulação do vírus começar a diminuir.

Para manter a população informada a respeito do novo coronavírus, o Ministério da Saúde atualiza, diariamente, os dados na Plataforma IVIS, com números de casos descartados e suspeitos, além das definições desses casos e eventuais mudanças que ocorrerem em relação a situação epidemiológica. Os dados locais do Pará são atualizados, pela Sespa, em boletins especiais, que saem pelo Twitter. E há também o site oficial de monitoramento.

Durante 24 horas por dia, a Prefeitura de Belém mantém o telefone (91) 98417-3985 para informações gerais e casos de suspeitas de covid-19. Há outros canais, para situações menos urgentes, que funcionam de 8h às 22h: (91) 3184-6110(91) 98568-3067 e (91) 98568-6203. Nas redes sociais da Prefeitura há também informações oficiais sobre a doença e formas de prevenção

Há também uma central de atendimento do Hospital Universitário João de Barros Barreto, para tirar dúvidas. Os números são (91) 98468-0304 e (91) 98936-1105. Funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h.