A brasileira Romenia Brito, de 28 anos, foi morta a facadas em uma vila às margens do rio Lawa na divisa da Guiana Francesa com o Suriname, na madrugada de segunda-feira, 23.

A irmã da vítima, Holanda Brito Reis, que mora em Tocantins, disse que ficou sabendo da morte de Romenia após enviar uma mensagem para ela por um aplicativo e, logo depois, recebido uma ligação de uma mulher informando sobre o caso.

De acordo com a família, o principal suspeito do crime é o próprio marido de Romenia, Aimar Lopes de Souza, que teria sido preso pelas autoridades locais. Segundo Holanda, o assassinato teria sido presenciado pelo filho de 10 anos da vítima.

“Aqui na cidade está tendo um festejo e nós tiramos uma foto com o padre que batizou a gente quando éramos criança. Eu mandei a foto por volta das 6h40 e vi que ela ficou online horas antes, 4h26, e até estranhei porque costumava acordar mais tarde. Logo depois uma mulher me ligou do número dela [da irmã] e disse que minha irmã tinha morrido”, disse Holanda.

Além do menino de 10 anos, Romenia tinha outro filho de 5 anos, que também morava com ela na Guiana Francesa. Os dois estão na casa de uma vizinha na mesma vila onde o crime foi cometido.“O menino mais velho viu tudo. Estão traumatizados e sozinhos. Estamos sentindo impotentes porque as crianças estão só chorando e a gente não pode nem dar um abraço”, disse Holanda.

Romenia também tinha outro filho de 13 anos, que vive com a avó em Buriti do Tocantins. “Ele faz aniversário no próximo dia 24 de dezembro. Ela estava planejando vir para fazer o aniversário dele”, lamentou a irmã.

O corpo da brasileira foi levado para a capital do Suriname, Paramaribo. O pai da vítima viajou para o local. A família entrou em contato com o Itamaraty e espera ajuda para repatriar o corpo e trazer os filhos de Romenia para o Tocantins.

Fonte: IstoÉ