Continua nesta quarta-feira, 25, o julgamento Clevyson Erick Sousa da Silva, acusado de envolvimento no assassinato da jovem Mayara da Silva Martins, 19 anos, crime ocorrido em julho de 2016. A vítima foi sequestrada, torturada e morta a tiros nas matas do parque ambiental do Utinga.

A tortura e a execução de Mayara foram filmadas com um celular por um dos bandidos e as imagens do crime foram compartilhadas nas redes sociais na época, provocando grande repercussão. Outros nove acusados de participação no homicídio foram presos.

O julgamento começou na terça-feira, 24, com a oitiva de seis testemunhas, sendo três de defesa e três de acusação. Das oito testemunhas arroladas, duas faltaram. O júri será retomado logo mais, às 8h, com o debate de acusação e defesa.

Clevyson é acusado de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, associação criminosa e tortura.

O crime

A vítima foi morta após ser apontada como informante de policiais militares que prenderam em flagrante, dias antes, por tráfico de drogas, Mayara Madalena Prado Silveira, 21, prima de Marcio Guilherme Prado Lima Filho, o Bugalu, que permanece preso em Catanduvas, no Paráná.

No dia  14 de julho, a jovem foi levada por sua irmã Tayná de Jesus Martins de Lima, 20, e por uma amiga, menor de idade, sob alegação de que iriam consumir drogas, perto das matas do parque do Utinga. Ao chegar nesse local, a vítima foi surpreendida por criminosos que a obrigaram a entrar na mata, a torturaram e mataram a tiros.

A tortura e a execução de Mayara foram filmadas com um celular por um dos bandidos e as imagens do crime foram compartilhadas nas redes sociais e, dessa forma, chegaram ao conhecimento público e das autoridades policiais.

O corpo de Mayara foi encontrado pelo pai no dia 15 de julho.