O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anuncia a nova modalidade do programa Corujão da Saúde, durante entrevista à imprensa

O prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que não há nenhum indicativo de que haverá uma segunda onda da doença em São Paulo. A declaração foi dada na última quinta-feira, 20, na sabatina do Jornal Estadão.

“Apesar do aumento de internações, a cidade mantém estabilização de número de óbitos e de número de casos, o que permite dizer que não há necessidade de retroceder nem ampliar a flexibilização (atual)”, afirmou Covas. Na semana passada, a média diária de novas internações nas redes públicas e privadas foi 18% maior do que na semana anterior, de acordo com informações da Prefeitura.

O atual prefeito da capital paulista também em que anunciou que escolas públicas e particulares da capital paulista não vão receber novas atividades presenciais para manter a política de prevenção ao contágio de covid-19.

Segundo Covas, as internações subiram porque houve aumento de casos de infecção por covid nas classes A e B e de pessoas fora da capital. Ao mesmo tempo, segundo o prefeito, os leitos emergenciais disponibilizados exclusivamente para a doença caíram de 31 para cada grupo de 100 mil habitantes para 19,5 por 100 mil.

“Em relação aos números da cidade de São Paulo, não há nenhuma indicação de segunda onda na cidade”, afirmou Covas. Questionado sobre o momento em que as medidas de flexibilização foram adotadas e sobre a possibilidade de que isso interfira no calendário eleitoral, Covas disse que não fez nenhuma solicitação nesse sentido. Segundo ele, todas as decisões são tomadas com base em critérios médicos e científicos.

Durante a sabatina, o tucano, que tenta a reeleição numa disputa contra Guilherme Boulos (PSOL) defendeu as decisões tomadas até agora por seu governo. Ao citar o momento em que países europeus começaram a discutir a abertura de comércios, por exemplo, afirmou que a capital paulista seguiu critérios mais rígidos.

“A cidade de São Paulo começou a flexibilização (da quarentena) quando tinha 10% da população imunizada. França e Espanha, por exemplo, começaram a flexibilização com essa taxa em 4%, 5%”. Com população de 67,2 milhões de pessoas, a França registrava, até ontem, pouco mais de 2 milhões de casos e 47.127 mortes. Já a Espanha, que tem 47 milhões de moradores, registrava 1,5 milhão de casos e 42 mil mortes. De acordo com a própria Prefeitura, São Paulo totalizava, até anteontem, 387.228 casos confirmados de covid-19, dos quais 14.066 resultaram em óbito.

Fonte: IstoÉ