Democratic 2020 U.S. presidential nominee Joe Biden speaks at his election rally, after the news media announced that Biden has won the 2020 U.S. presidential election over President Donald Trump, in Wilmington, Delaware, U.S., November 7, 2020. REUTERS/Jim Bourg

Mais um passo foi dado na transição do governo dos Estados Unidos. O presidente eleito, Joe Biden, nomeou o experiente assessor democrata Ron Klain, 59 anos, como chefe de seu futuro gabinete.

A primeira escolha pública para sua equipe na Casa Branca foi feita nessa última quarta-feira, 11.

Biden admitiu que os dois têm um caminho árduo pela frente na luta contra a pandemia do coronavírus e para cicatrizar as feridas de um país profundamente dividido. “Sua experiência ampla e profunda e sua capacidade de trabalhar com pessoas de todos os espectros políticos é, precisamente, o que preciso em um chefe de gabinete da Casa Branca enquanto enfrentamos este momento de crise e voltamos a unir o nosso país”, assinalou Biden em comunicado.

No mesmo comunicado divulgado pela equipe de transição do presidente eleito, Klain afirmou que a nomeação é “a honra de toda uma vida”.

 “Espero ajudar (Biden) e a vice-presidente eleita (Kamala Harris) a formar uma talentosa e diversa equipe para trabalhar na Casa Branca, enquanto abordamos sua ambiciosa agenda de mudança e buscamos sanar as divisões em nosso país”, disse Klain.

Depois que os principais meios de comunicação anunciaram no sábado a vitória do democrata, Biden discursou à nação, criou um grupo de trabalho sobre o coronavírus, conversou com líderes mundiais, incluindo alguns dos principais aliados de Trump, e começou a revisar os possíveis integrantes de seu gabinete.

Na quarta-feira ele recebeu felicitações por telefone dos primeiros-ministros australiano, Scott Morrison, e japonês, Yoshihide Suga, assim como do presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

Trump, que sempre criticou os que considera “perdedores”, se nega a admitir a derrota e iniciou uma batalha legal com a esperança de anular o resultado das eleições, uma manobra chamada de “constrangedora” por Biden na terça-feira.

Seguindo a linha de não reconhecer a vitória de Biden, uma funcionária importante da administração Trump impede o financiamento e a cooperação com a equipe de transição.

O anúncio do chefe do futuro gabinete da Casa Branca encerrou uma jornada marcada pelas homenagens de 11 de novembro, quando Biden e Trump compareceram a eventos diferentes, um contraste com a unidade que caracteriza o Dia dos Veteranos.

Fonte: Isto É