Após mais de 48 horas de apuração, o candidato democrata Joe Biden ultrapassou o presidente Donald Trump na contagem de votos no estado da Geórgia. A apuração já está em 99% das urnas e um resultado oficial deve ser anunciado nas próximas horas. Até às 6h30 horas desta sexta-feira, 6, (horário de Brasília), Biden mantinha uma liderança por 917 votos em relação a Trump.

Se a vantagem de Biden no estado for confirmada, o democrata estará a apenas um delegado da Presidência. No modelo de Colégio Eleitoral americano, um concorrente precisa de 270 delegados para ser declarado vencedor e o ex-vice-presidente tem atualmente 269.

Os estados do Arizona, Nevada, Pensilvânia, Carolina do Norte e Alaska também não encerraram a contagem. As previsões, porém, apontam para uma vitória do democrata nos dois primeiros, e de Trump nos dois últimos. A apuração na Pensilvânia está acirrada e Trump lidera com menos de 0,3 pontos percentuais.

A vitória de Biden no Arizona já foi dada como certa pela agência de notícias Associated Press, pela emissora Fox News e outros veículos da imprensa americana, ainda que a apuração esteja em 86% das urnas. Outros meios de comunicação, como o jornal The New York Times, são mais conservadores e aguardam o resultado final nesse último estado.

É esperado que as próximas semanas sejam de turbulência. O Partido Republicano já pediu a recontagem de votos em estados como Wisconsin e Michigan. Trump ainda entrou com um processo legal para exigir a paralisação da apuração na Geórgia, mas o pedido foi negado pela Justiça.

Na noite desta quinta-feira 5, em pronunciamento na Casa Branca, o presidente afirmou que seria o vencedor da eleição presidencial se a apuração contasse apenas os “votos legais”. Sem apresentar provas, ele afirmou que os democratas tentam “roubar a eleição”.

“Se você contar os votos legais, venci facilmente. Se contar os votos ilegais, eles me roubaram”, disse.

Trump citou o fato de ter saído na frente na apuração em vários estados, como Pensilvânia e Geórgia, ainda sem um vencedor claro, e ter visto em seguida sua vantagem cair, conforme os votos enviados pelos correios começaram a ser contados.

Algumas emissores americanas, incluindo as proeminentes ABC, CBS e MSNBC, interromperam a transmissão presidencial por considerá-la mentirosa.

“Estamos aqui novamente, na posição incomum de não só interromper o presidente dos Estados Unidos, mas de corrigir o presidente dos Estados Unidos”, disse Brian Williams, da rede MSNBC, durante transmissão ao vivo.

Fonte: UOL.