A farmacêutica AstraZeneca Plc divulgou neste domingo, 1º de novembro, que a Agência Regulatória de Produtos de Saúde e Remédios do Reino Unido iniciou uma revisão acelerada da vacina contra covid-19 desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford.

“Confirmamos a revisão em andamento pelo MHRA [sigla original da agência] de nossa potencial vacina contra a covid-19”, disse um porta-voz da AstraZeneca.

Nessa revisão, reguladores são capazes de ver dados clínicos em tempo real e dialogar com farmacêuticas sobre processos de produção e testes para acelerar o processo de aprovação. O objetivo é agilizar as avaliações de remédios ou vacinas promissores durante uma emergência de saúde pública.

Nos testes de uma vacina – normalmente divididos em fase 1, 2, e 3 – os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune, ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo.

Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e, depois, em macacos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há atualmente dez vacinas na terceira e última etapa de testes em humanos.

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde e da Fiocruz, assinou um memorando de entendimento com a AstraZeneca que prevê a compra de 30 milhões de doses, com entrega em dezembro deste ano e janeiro do ano que vem. Há, ainda, a possibilidade de aquisição de mais 70 milhões se a vacina tiver eficácia e segurança comprovadas.

Além disso, o acordo inicial prevê a transferência da tecnologia desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca para produção local na Fiocruz, com previsão de início, de acordo com o ministério, ainda no primeiro semestre de 2021.

Fonte: Globo.com