Com as liberações do auxílio emergencial e FGTS emergencial houve mais um recorde da caderneta de poupança. No mês de setembro, os depósitos na aplicação superaram os saques em R$ 13,228 bilhões, segundo o BC (Banco Central).

Este resultado é fruto de R$ 294,015 bilhões aplicações na caderneta e R$ 280,786 bilhões retirados da poupança no período.

A captação deste ano foi a maior para os meses de setembro desde 1995, quando o relatório começou a ser divulgado. Até então, o melhor resultado para o mês havia sido apurado em 2019, quando as aplicações superaram as retiradas em R$ 8,725 bilhões.

No acumulado de 2020, a caderneta apresenta saldo positivo de R$ 137,210 bilhões, com R$ 2,214 trilhões alocados e R$ 2,077 retirados da aplicação. No período, a captação líquida da poupança só foi negativa nos meses de janeiro e fevereiro.

Devido as movimentações, o saldo final presente na caderneta superou R$ 1 trilhão pela primeira vez na história. O volume já é 18,5% superior ao saldo de R$ 845,464 bilhões registrado ao final do ano passado.

Os recordes ocorrem em meio às liberações dos auxílios e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) emergenciais, que visam estimular a economia durante a pandemia do novo coronavírus. As buscas dos investidores por mais segurança também têm impactado nos resultados da poupança no período da crise.

Com a Selic fixada em 2% ao ano, as aplicações na poupança rendem 70% da taxa básica de juros, o que representa uma rentabilidade na casa de 1,4% ao ano.