De acordo com uma pesquisa realizada com 1.400 brasileiras a partir dos 18 anos mostra que 62% dessas mulheres aguardam a pandemia acabar para voltar a realizarem consultas médicas e exames para detecção de câncer de mama. Especialistas alertam que esse atraso pode ter impacto na doença, atrasando diagnósticos, que têm maior probabilidade de cura quando detectados em estágio inicial.

Conforme levantamento realizado pelo Ibope, em conjunto com a farmacêutica Pfizer, o percentual aumenta a partir dos 60 anos: sendo 73% das mulheres.

A doença é responsável por 29,7% dos novos diagnósticos de tumores malignos no Brasil, maior que as demais neoplasias consideradas mais comuns, como tumores colorretais, de colo do útero, pulmão e tireoide. Mesmo sendo tratável, já causou a morte de 17 mil pessoas no ano de 2018, e a melhor forma de evitar isso é o diagnóstico precoce.

Mamografia

Ainda de acordo com a pesquisa, 25% das mulheres com mais de 50 anos não são orientadas a fazer mamografia e ultrassom, sendo que, é nesta fase que o risco para câncer de mama aumenta: onde pelo menos 4 em cada 5 casos ocorrem após essa faixa etária.

Ou seja, 25% das mulheres não recebem orientação adequada para prevenção da doença.

Saiba mais sobre a doença que representa quase 30% dos tumores das mulheres

Sintomas:

– Alterações na pele;

– Mudanças no mamilo;

– Nódulos na mama ou axila;

– Saída de líquido dos mamilos;

Fatores que aumentam os riscos:

– Excesso de peso e sedentarismo;

– Consumo frequente de bebida alcoólica;

– Tabagismo;

– Não ter filhos;

– Consumo de alimentos ultraprocessados;

– Hereditariedade

Fatores atenuantes:

– Amamentação prolongada;

– Gravidez antes dos 35 anos

Fonte: Extra