Investigado como o autor do assassinato do candidato a vereador Cássio Remis (PSDB), em Patrocínio, Noroeste de Minas, o secretário de obras da cidade, Jorge Marra, alegou legítima defesa ao cometer o crime, durante depoimento neste domingo, 27, à Polícia Civil. Enquanto o secretário era interrogado pelas autoridades, houve protesto na porta da delegacia, com a participação de familiares e amigos de Remis.

O candidato foi morto na quinta-feira, 24, depois de fazer uma live em que mostrava obras que estavam sendo feitas em uma avenida da cidade próxima ao imóvel onde começaria a funcionar o comitê de campanha do prefeito da cidade, Deiró Marra, irmão do secretário. O candidato a vereador afirmava que a obra era para beneficiar o comitê.

Durante a transmissão ao vivo, o secretário chegou ao local em que estava Remis, se aproxima e toma o aparelho, depois de discussão. O candidato, então, vai até a secretaria de Obras em busca do telefone, e encontra Jorge Marra, que o mata a tiros na rua. A legítima defesa foi justificada pelo secretário por causa de discussão que teve com o candidato nesse momento. O candidato foi atingido por quatro ou cinco disparos. Conforme as autoridades, três teriam sido dados quando a vítima já estava no chão. Um teria sido na cabeça. 

O secretário foi levado para prisão não informada pelas autoridades. Marra se entregou neste domingo à polícia, depois de dois dias de negociação com advogados do suspeito com prisão preventiva decretada.

Fonte: Estadão