Diante do número crescente de casos confirmados da infecção pelo novo coronavírus no País, muito se tem discutido a respeito do uso de máscaras por toda a população como forma de proteção. Na quartafeira (1º), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que “qualquer pessoa” pode fazer máscaras de pano como barreira contra o coronavírus Sars-Cov-2 (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

Antes da afirmação de Mandetta, a recomendação do governo federal era para que somente profissionais de saúde e pessoas com sintomas ou com casos confirmados da covid-19 usassem o equipamento de proteção. O ministro fez um apelo: pediu
atitudes, para que as máscaras cirúrgicas ou do tipo N95, que oferecem maior proteção, sejam deixadas apenas para o uso de profissionais da saúde. Ele pediu, inclusive, para que quem comprou o modelo N95 entregue as máscaras aos hospitais, para que possam ajudar o uso pelos médicos.

Muito antes da nova orientação do Ministério da Saúde, há cerca de duas semanas a
dona de casa Maria do Nascimento, 45 anos, encomendou suas máscaras personalizadas com uma costureira conhecida. “Cada uma custou R$ 6. Uso a cada duas horas e, ao chegar em casa, coloco em um saco plástico e lavo bem. Depois faço uso da outra e vice-versa. Foi a melhor solução”, diz.

Diante do número crescente de casos confirmados da infecção pelo novo coronavírus, a Covid-19, muito se tem discutido a respeito do uso de máscaras por toda a população como forma de proteção. Nesta quarta-feira (1º), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que “qualquer pessoa” pode fazer máscaras de pano como barreira contra o coronavírus Sars-Cov-2 (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

Antes da afirmação de Mandetta, a recomendação do governo federal era para que somente profissionais de saúde e pessoas com sintomas ou com casos confirmados da Covid-19 usassem o equipamento de proteção. O Ministro da Saúde fez um apelo: pediu atitudes, para que as máscaras cirúrgicas ou N95, que oferecem maior proteção, sejam deixadas apenas para o uso de profissionais da saúde. Mandetta pediu, inclusive, para que quem comprou o modelo N95 entregue suas máscaras aos hospitais, para que possam ajudar o uso pelos médicos.

A batalha em casa


Muito antes da nova orientação do Ministério da Saúde, há cerca de duas semanas a dona de casa Maria do Nascimento, 45 anos, moradora de Belém, encomendou suas máscaras personalizadas com uma costureira conhecida. Ela justificou a encomenda: esteve em pelo menos dez estabelecimentos para compra de máscara cirúrgica, mas não a encontrou.

“Aí fiz a encomenda. Cada uma custou R$ 6. Uso a cada duas horas e, ao chegar em casa, coloco em um saco plástico e lavo bem. Depois faço uso da outra e vice-versa. Foi a melhor solução e me faz sentir mais protegida ao sair nas ruas para ir à farmácia, ao supermercado”, diz dona Maria. “Na verdade, tenho usado pouco porque estamos em isolamento social em casa”, garantiu a dona de casa. 

Máscaras precisam de atenção


Em nota divulgada nesta quinta-feira (2), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) destacou que, frente a escassez dos equipamentos de proteção individual (EPI) depois da pandemia, avalia o uso das máscaras de pano pela população. “Porém, em serviços de saúde, elas não devem ser usadas sob qualquer circunstância”, destacou a SBI. “Para a população, que necessita sair de suas residências, a máscara de pano pode ser recomendada como uma forma de barreira mecânica”, garantiu a entidade.

A SBI destaca ainda que, segundo Nota Técnica nº 04/2020 publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), atualizada em 31 de março de 2010, e elaborada por uma equipe técnica e de especialistas, incluindo a SBI, os que devem usar a máscara cirúrgica são “os pacientes com sintomas respiratórios [tosse, espirros, dificuldade para respirar], os profissionais de saúde e os profissionais de apoio que prestarem assistência ao paciente suspeito ou confirmado de covid-19”.

Para a Sociedade Brasileira de Infectologia, a máscara de pano pode diminuir a disseminação do vírus por pessoas assintomáticas ou pré-sintomáticas que podem estar transmitindo o vírus sem saberem.porém, não garantem proteção total. Isso ocorre porque elas não possuem grande capacidade de filtragem. 

Além disso, aconselha a SBI, o uso da máscara de tecido deve ser individual, “não devendo ser compartilhado”, aconselha a sociedade.

A máscara certa para cada uso


Durante a pandemia de coronavirus, a procura pelo uso de máscaras e a necessidade de respiradores também aumentou vertiginosamente a produção de meias-verdades, mentiras e desinformações de todo o tipo. Para esclarecer dúvidas comuns, a redação integrada do O Liberal conversou com o doutor Lourival Marsola, infectologista e chefe do setor de vigilância em saúde e segurança do paciente do Hospital Universitário Barros Barreto, ligado à Universidade Federal do Pará (UFPA).

O doutor Marsola reforça: a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirmam que o uso de máscaras só deve ser feito estritamente necessário para profissionais de saúde e por civis com sintomas gripais, como tosses e espirros. Essas organizações, bem como a comunidade científica mundial, afirmam também que, na luta contra o coronavirus, medidas como lavar as mãos periodicamente, manter distanciamento de dois metros entre as pessoas e evitar quebrar isolamentos são bem mais fundamentais que o uso de máscaras.

No entanto, o médico reafirma: cidadãos em grupos de risco que não puderem se manter isolados podem usar máscaras cirúrgicas para se proteger. Mas é preciso lembrar sempre que o tempo de eficácia dessas máscaras dura apenas de dois a três horas. Depois, elas se tornam saturadas e inúteis.

Máscaras descartáveis do tipo PFF2 e N95


As máscaras descartáveis do tipo PFF2 ou N95 devem ser usadas apenas por profissionais da saúde, pois requerem treinamento para se vestir, verificar e descartar. Sem os procedimentos corretos, essas máscaras são inúteis.

Respiradores reutilizáveis e máscaras de gás têm especificidades próprias que só são reconhecidas por profissionais. Assim, um leigo sempre corre o risco de não utilizar o equipamento corretamente e de comprar um respirador que não filtra partículas virais.

O infectologista Lourival Marsola lembra também que a compra indiscriminada de máscaras de todo tipo inevitavelmente levam à escassez dessas para os profissionais da saúde, piorando assim a situação da pandemia e podendo levar milhares à morte.

Máscara cirúrgica


A SBI recomenda, sempre que possível, o uso da máscara cirúrgica durante a permanência do profissional no serviço de saúde ou no hospital. Além disso, é desejável que as máscaras sejam trocadas sempre que fiquem sujas ou quando apresentem excesso de umidade. Isso é muito importante, e principalmente em instituições de referência para atendimento de pacientes com a covid-19.

“Preocupa-nos a possibilidade de transmissão da infecção entre profissionais de saúde, a transmissão intra-hospitalar, como já é descrito em outros países”, pondera a SBI. Por isso mesmo a entidade frisa a importância da manutenção das outras medidas preventivas já recomendadas, como o distanciamento social, os cuidados de se evitar tocar os olhos,nariz e boca, além de sempre higienizar as mãos com água e sabonete ou álcool em gel 70%.

Faça sua máscara de tecido em casa


► Pegar um pedaço de tecido de algodão. Se tiver dê preferência ao tricoline;
► Faça um molde em papel de forma no qual o tamanho da máscara permita cobrir a boca e nariz;
► Faça a máscara usando duplo tecido;
► Prenda e costure na extremidade da máscara um elástico, ou amarras.

Saiba como usar


► Use uma a cada duas horas;
► Carregue sempre outra de reserva, caso precise trocá-la;
► Retire e coloque sempre pegando-a pelo elástico;
► Nunca toque o panoda máscara;
► Evite ao máximo tocar rosto(olhos, nariz, boca);
► A máscaranão deve ser tocadamesmo com possível incômodos causados pela proteção;
► A máscara sozinha não evita o coronavírus;
►Épreciso continuarlavando as mãos ou higienizá–las com álcool em gel sempre;
► A mesma atenção deve ser dadas às luvas: nunca toque o rosto e o pano da máscara. 

Cada um com sua máscara


► Não deixe queninguém mais use a sua máscara;
► Assim como peças de roupa, cada membro da família deve ter as suas;
► Tenha mais de uma máscara entre suas peças pessoais;
► O ideal é ter, no mínimo, duas para usar uma enquanto lava a outra.

A limpeza da máscara


► Imediatamente após o uso, colocar dentro de um saco plásticoe amarre-o;
► Lavar com água sanitária e sabão;
► Coloque para secar, de preferência no sol;
► Passar a ferro e reutilizar