Os apresentadores Roberto Justus e Marcos Mion discutiram em um grupo de aplicativo de mensagens neste fim de semana por causa da pandemia do novo coronavírus. Justus que tem uma fortuna estimada em R$ 45 milhões falou que a doença é uma “gripezinha leve”.

“O que é morrer de 10 a 15% dos mais velhos se comparado com o estrago na economia”. Esse é o repugnante Roberto Justus pic.twitter.com/Vd0OMqe6t4— Helio Mattos Alves (@hemattos) March 23, 2020

A mensagem foi enviada após Mion compartilhar um vídeo do doutor em microbiologia da USP, Atila Iamarino. Na gravação, o especialista afirma que o Brasil pode chegar a um milhão de contaminados caso a população não siga as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O Brasil é tão abençoado por Deus que aqui vai matar um milhão… Em nenhum lugar no mundo! Quando você faz um argumento desses não dá nem pra discutir. É uma desinformação tão grande. Sem querer te ofender, pelo amor de Deus, respeito seus pensamentos, mas você está totalmente errado”, declarou Justus no áudio. “Quem entende um pouco de estatística, que parece que não é teu caso, vai perceber que é irrisório. Dos que morrem, mesmo dos velhinhos, só 10 a 15% morre. Se pegarmos o vírus, o que seria bom, a gente pegaria anticorpos e ele já morreria de uma vez”, complementou o empresário.

Justus falou ainda sobre os problemas econômicos pelo que considerou ‘histeria’ envolvendo a pandemia. “Vai custar muito caro. Você está preocupado com os pobres? Você vai ver a vida devastada da humanidade na hora do colapso econômico, da recessão mundial, dos pobres não ter o que comer, das empresas fecharem, do desemprego em massa, não dá pra comparar com um vírusinho, que é uma gripezinha leve para 90% das pessoas”, argumentou.

O empresário minimizou ainda que o impacto do vírus em favelas. “Não tem nenhuma pessoa que morreu que não tivesse outras doenças. Na pessoa saudável zero e na favela não tem só gente doente não. Não vai acontecer porr* nenhuma se o vírus entrar na favela, pelo contrário. Essa molecada que tá na favela nem fica doente. Não vou alongar que vocês detestam gravações longas, mas um milhão de pessoas mortas no país é uma piada de mau gosto”, finalizou.

Por meio de nota, a assessoria de Mion informou que o áudio é “apenas uma parte de uma conversa de um grupo de amigos e se referia a um vídeo, não do Mion, mas de um pesquisador, o biólogo especializado em virologia, Átila Iamarino”.

O apresentador divulgou um vídeo nas redes sociais tentando se explicar. Ele também reforçou os argumentos da conversa vazada, mas informou que fazia parte de uma conversa bem mais extensa.

Fonte: Istoé