Após a determinação do fechamento de bares e restaurante de Belém, para conter a disseminação do novo coronavírus, muitos donos desses estabelecimentos, vem procurando alternativas para manter o negócio em tempos de pandemia.Desde o início da semana, o impacto nesse setor de serviços já era sentido e vinha causando preocupação aos empresários do ramo, até que na última sexta-feira, 20, após reunião entre o governo do estado e representantes da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes e Associação Brasileira de Shopping Centers, foi determinado o fechamento.A principal opção para não ficar no prejuízo é a adoção do serviço de delivery, a entrega de comida em casa. O serviço continua autorizado pelo governo, des que sejam tomados cuidados com higiene.O empresário Frederico Fragola, dono de um restaurante no centro de Belém, já havia reforçado o serviço antes mesmo da decisão sair. “O setor está preocupado, mas a alternativa que encontramos nesse momento foi incentivar as pessoas a pedir nosso serviço de delivery. A gente entende que o momento é delicado e que as pessoas precisam se resguardar pela saúde coletiva”, disse Frederico.“O funcionário chega no restaurante a primeira coisa é fazer uma higienização completa de mãos e rosto”, contou o empresário. Cuidados para receberA alternativa também tem sido buscada em outras cidades do Brasil, e com a grande demanda do serviço, as empresas de aplicativos de entrega de comida tem criado algumas medidas para auxiliar na prevenção de covid-19. O aplicativo iFood criou a opção de ‘Entrega sem Contato’ que pode ser escolhida no momento de realização do pedido. Para que isso aconteça, os pagamentos deverão ser efetuados online, pelo app. Na sequência, o entregador responsável pela rota será avisado e terá acesso às orientações enviadas pelo cliente para que possa concluir a entrega sem interação. O chat entre entregadores e consumidores, já disponível anteriormente, pode ser utilizado ainda como ferramenta para combinar detalhes das entregas, passando a permitir o envio de fotos para facilitar a comunicação.Pelo Uber Eats, nas instruções de entrega, o consumidor pode colocar a observação de que quer que a comida fique na porta ou na portaria, por exemplo. No caso da Rappi e da 99Food, é possível fazer a observação pelo chat.Fundo para entregadoresMedidas de assistência também devem ser tomadas em casos de contaminação. A iFood informou que criou um fundo solidário no valor de R$ 1 milhão para pagar entregadores que comprovem estar com Covid-19. O entregador receberá do fundo um valor baseado na média dos seus repasses nos últimos 30 dias, proporcional aos 14 dias de quarentena. A 99Food passou a fornecer kits de prevenção (máscaras e álcool em gel) e orientações para entregas sem contato e também criou um fundo de suporte de US$ 10 milhões. A Uber Eats adotou medida semelhante, oferecendo auxílio de 14 dias para entregadores diagnosticados com Covid-19.*Com informações da Agência Brasil