Representantes da Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor(Procon), do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Associação Paraense de Supermercados (Aspas) e das principais redes de farmácia do Pará vão se reunir hoje, a partir das 10h, para falar sobre o abastecimento de itens de higiene para o enfrentamento do novo coronavírus.

O encontro será na sede do Procon, na travessa Lomas Valentinas, em Belém. Segundo o supervisor técnico do Dieese, economista Roberto Sena, não foi possível fazer a pesquisa de preços do álcool em gel e da máscara nas últimas semanas porque os produtos estavam em falta em supermercados e farmácias de Belém e de outros municípios, como Santarém e Marabá.

“Pesquisamos muitos produtos, mas esses estão em falta e não encontramos. Como os paraenses vão seguir as orientações do Ministério da Saúde se não tem abastecimento de produtos?”, questionou. Sena disse que a decisão de realizar a reunião surgiu para entender por que os produtos estão em falta no território paraense e criar estratégias de abastecimento nas farmácias e supermercados locais.

“Outra preocupação é que toda vez que aumenta a demanda e não há o produto disponível o preço sobe. Estamos preocupados porque quando o abastecimento for normalizado os valores podem ficar elevados. Queremos que o consumidor fique ciente da situação”, disse o economista. A psicóloga Maria Clara Gomes, de 24 anos, está entre os consumidores que não encontraram o álcool em gel nas farmácias de Belém.

“Fui até um estabelecimento e o item estava em falta. Visitei mais três locais e nada. A única coisa que posso fazer é lavar as mãos apenas com sabonete, mas faço isso toda hora por medo”.

ABRAS

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) afirmou ontem, 16, que tem monitorado as lojas do País e no momento, não foi identificado nenhum problema de desabastecimento, mas sim, de reposição, devido ao maior número de clientes em algumas lojas, no final de semana. Entre os produtos mais adquiridos nessas lojas nos últimos dias, segundo a entidade, estão macarrão, molho de tomate, azeite, sal, bolacha, torrada, creme de leite, leite condensado, açúcar, achocolatado em pó, café, leite, água, suco, produtos de limpeza e higiene, com destaque para o papel higiênico, e álcool gel. “Não há risco de falta de alimentos nas lojas. O setor supermercadista brasileiro opera com normalidade”, diz a Abras em nota.