Os passaportes paraguaios de Ronaldinho Gaúcho, do seu irmão Assis e do empresário Wilmondes Sousa Lira custaram US$ 18 mil, cerca de R$ 85,2 mil. O valor foi “viabilizado” pela empresária Dalila López. As informações constam no depoimento do mecânico e do auxiliar de contabilidade que afirmam terem feito o pedido de confecção dos documentos falsificados.

Segundo o que contarsm ao Ministério Público, o mecânico Iván Ocampo e o auxiliar de contabilidade Sebastián Medina deram esse dinheiro para o funcionário do Departamento de Imigrações, Bernardo Arellano, que providenciou os passaportes. Essa cobrança é ilegal.

“Meus clientes declararam que a senhora Dalila López viabilizou o dinheiro para esse pagamento. No meu entendimento, a cobrança foi ilegal”, disse Gerardo Chamorro, advogado dos dois, à reportagem do portal Uol Esportes.

Ocampo e Medina alegam que acreditavam que o procedimento era regular para obtenção de documentos legítimos. A versão foi confirmada pelo advogado de Dalia, Marcos Estigarribia. Segundo ele, o pagamento foi feito a pedido da mulher de Lira, que reembolsaria o valor depois. Além dos US$ 18 mil, outros US$ 15 mil foram depositados como garantia, conforme exige a legislação paraguaia para a elaboração de passaportes verdadeiros.

mecânico e o auxiliar de contabilidade estão presos sob a acusação de associação criminosa e uso de documentos públicos com conteúdo falso. Arellano também está preso.

Ronaldinho e Assis tiveram mais um recurso negado pela justiça Paraguaia na última sexta-feira, 13. Os dois seguem cumprindo prisão preventiva em Assunção. O mecânico, o auxiliar de contabilidade e o funcionário do Departamento de Imigração também estão presos. Já Dalia tem uma audiência marcada pela Justiça para o próximo dia 18. Ele é alvo de uma ordem de detenção obtida pelo MP.

Fonte: Portal Roma News