Funcionários terceirizados, que atuam na limpeza, atendimento e recepção nos prédios dos Centros de Perícia Renato Chaves no Estado do Pará, contratados para manter o asseio destes imóveis, amargam atraso de salários desde janeiro. Eles se articulam para paralisar as atividades em vários municípios, caso o governo estadual continue atrasando o repasse do dinheiro para a empresa terceirizada. 

Eles são contratados pela Empresa Limpar, que presta serviço ao governo estadual, mas que está com problemas financeiros por causa do atraso da administração estadual em repassar o dinheiro para assegurar a folha de pagamento e a compra do material de limpeza dos prédios, de acordo com a denúncia dos funcionários. 

“Não recebemos desde o dia 15 de janeiro e não nos dão satisfação”, informa um funcionário que atua como agente de portaria, que prefere não se identificar para não sofrer retaliação.

Outra funcionária da Limpar, que atua na limpeza, afirma que as pessoas que precisam ir ao CPC estão reclamando muito, pois sequer papel higiênico e papel toalha tem para uso da população e nem dos servidores do órgão. “Os peritos, os médicos, todos estão reclamando da falta de papel”, conta.

Ela se queixa de que nem o material para limpeza está chegando, pois a empresa também está recebendo o valor adequado. “Nós que trabalhamos na limpeza estamos diluindo os produtos para fazer render, mesmo que não seja o ideal, mas não tem outro jeito”, denuncia.

Segundo um dos funcionários, o gerente da empresa entrou em contato nesta terça-feira, 10, com a administração estadual e lhe disseram que o recurso seria depositado talvez na sexta-feira, 13. “Isso não é resposta que se dê a um trabalhador. Nós precisamos pagar nossas contas, que já venceram. É muita falta de respeito”, critica.

Crédito: Portal Roma News