Os portões do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves de Belém foram retirados na manhã deste domingo, 16, véspera da paralisação marcada pelos servidores para esta segunda-feira, 17. A assessoria do instituto informou que os portões foram retirados para reparos, e que já foram recolocados ainda nesta tarde.

O denunciante contou que a ação fragilizou a segurança dos servidores, principalmente dos que atuam no laboratório e na área de balística, uma vez que armas e drogas são objetos visados pelos criminosos.

De acordo com informações repassadas, o CPC de Castanhal por exemplo, já foi alvo três assaltos à mão armada, e nas três ocasiões os bandidos foram à procura de armas e drogas em custódia na unidade.

Em nota, os servidores repudiaram a ação de retirada dos portões. “A atitude do governo é um claro sinal de que a segurança dos servidores não é prioridade e que seu único objetivo é não ser negativamente exposto por uma manifestação justa de uma categoria que luta por seus direitos”.

Paralisação 

O Grupo Ocupacional Perícia Oficial do Pará, composto pelos peritos criminais, médicos legistas, odonto legistas e auxiliares técnicos de perícia, anunciou na última sexta-feira, que os profissionais iriam suspender o atendimento a partir das 7h desta segunda, e só retornariam as atividades na terça-feira, 18, para reinvidicarem melhorias salariais.

No ano 2000, o Governo do Pará extraiu a Perícia Criminal da estrutura da Polícia Civil. Este ato não foi discutido com a classe pericial e a saída foi traumática. Peritos relatam que “dormiram policiais civis e acordaram em uma autarquia”. Com esta mudança, os servidores tiveram uma série de gratificações retiradas e a remuneração caiu sobremaneira com o passar dos anos.
 
Em 2017, depois de uma série de paralisações e de uma longa negociação com o Governo que perdurou por três anos, foi a última categoria a ter um abono salarial incorporado à remuneração. 

Atualmente, o quadro de servidores conta apenas com aproximadamente 420 profissionais

Fonte: Roma News