A paraense Samara Malato, de 31 anos, vive uma briga dramática na justiça francesa pela guarda dos seus três filhos pequenos, frutos de um relacionamento de 10 anos com um professor franco-brasileiro. O educador atualmente vive em Saint Georges, na Guiana Francesa, com dois dos três filhos do casal e entrou em batalha judicial contra Samara para pedir a guarda da terceira filha.

Samara tinha 21 anos quando mudou-se para o município de Oiapoque, no extremo norte do país, no estado do Amapá, para viver com um professor da rede pública de ensino, com quem veio a ter três filhos ao longo de 10 anos de união estável. O casal mudou-se para Saint Georges e teve um garoto, hoje com 9 anos, uma menina de 6, e mais tarde outra criança, agora com pouco mais de um ano.

Segundo a defesa de Samara, os três filhos estão sendo privados de conviver com a mãe desde que Samara entrou com pedido de medida protetiva, em setembro do ano passado. As advogadas de Samara Lidiane Evangelista e Ingred Moura, que estão prestando assessoria jurídica gratuitamente, pediram que o nome do professor não seja divulgado para que Samara não sofra ainda mais represálias.

De acordo com a defesa de Samara, o casal fez um acordo em 2017, durante uma breve separação, para que as duas crianças ficassem com o pai, que tinha melhores condições financeiras, mas que a mãe, Samara, teria direito de visitar os filhos livremente. Ocorre, entretanto, que meses depois o casal reatou e o acordou perdeu a validade legal. Em seguida, Samara engravidou da terceira filha.

Após muitas brigas, o casal resolveu novamente terminar o relacionamento em setembro de 2019. Na época, Samara procurou a delegacia de mulheres e conseguiu uma medida protetiva, acusando o ex-companheiro de violência verbal e psicológica. A partir de então, por vingança, o ex-companheiro de Samara decidiu não permitir mais a convivência dela com os dois filhos mais velhos.

Samara deixou a casa onde vivia com o pai dos seus três filhos, em Saint Georges, e foi morar no Oiapoque com a filha caçula. Ela luta desde então para morar e trabalhar em território francês para poder criar os filhos, mas a documentação para renovação da carta de séjour (documento de identidade do estrangeiro na França) foi retida pelo ex-marido.

Em uma das visitas de Samara aos familiares em Belém, o pai das crianças aproveitou a ausência da ex-companheira e validou o acordo que tinha feito com ela em 2017, no qual constava a autorização de Samara para que a guarda dos dois filhos ficasse com o pai. A defesa dela, entretanto, alega que na ocasião da assinatura do documento, o entendimento de Samara era outro e não tinha mais validade em 2019, sobretudo porque foi homologado sem a autorização e consentimento dela. As advogadas de Samara pedem a anulação do documento. “Ocorre que quando Samara estava em Belém, sem o conhecimento dela, ele voltou com o advogadoi, foi ao fórum, reativou o processo e pediu a homologação do acordo. Por isso que não tem validade jurídica, por isso nós estamos pedindo a anulação, porque houve vício de vontade, porque em 2019 ela não queria mais esse acordo, ela já tinha consciência de que ela poderia continuar com os filhos mesmo após a sepração”, explicou a advogada Lidiane Evangelista.

Em dezembro do ano passado, a justiça do Brasil, em liminar, determinou o direito de convivência para mãe durante finais de semana alternados e metade das férias escolares, mas a decisão não está sendo cumprida pelo pai das crianças, que estaria alegando desobrigação de obedecer a legislação brasileira, por ser cidadão francês e não morar em território nacional. Além disso, ele ingressou com ação para obter a guarda da terceira filha do casal.

Hoje, Samara não sabe o endereço dos dois filhos e só consegue vê-los na saída da escola. A defesa de Samara iniciou uma campanha na internet para arrecadar fundos para que ela possa se manter em Oiapoque e contrate um advogado francês para ajudá-la no caso.

A paraense Samara Malato, de 31 anos, vive uma briga dramática na justiça francesa pela guarda dos seus dois filhos pequenos, frutos de um relacionamento de 10 anos com um professor franco-brasileiro. O educador atualmente vive em Saint Georges, na Guiana Francesa, com dois dos três filhos do casal e entrou em batalha judicial contra Samara para pedir a guarda da terceira filha.

Para ajudar:
Banco Bradesco
Agência 1420-6
Conta corrente: 0028315-0
Titularidade: Lidiane Evangelista Pereira
CPF: 681.916.262-68

A reportagem de OLiberal.com tenta contato com o ex-companheiro de Samara. Acompanhe para mais informações. 

*A veiculação da imagem das crianças foi autorizada pela mãe

Fonte: Jornal Amazônia