O nome da equipe – Born to Fight (nascido para lutar) – é sugestivo e expressa bem a tenacidade de seis estudantes e dois professores do Sesi Ananindeua, que criaram o projeto de uma manta impermeabilizante de garrafas pet para estancar infiltrações em lage. A iniciativa começa a dar frutos: eles conquistaram o direito de participar da grande final do Torneio da First Lego League (FLL), em São Paulo, no mês de março. A equipe é formada por Arthur de Oliveira Souza (14 anos), Eduardo Garcia Nunes Rosa (14), Sofia Almeida de Paula (16), Nikolly Silva Rosa (18), Sofia Alves de Mesquita (16) e Lívia Nataniele Furtado Lima (14), que elaboraram o projeto sob orientação dos técnicos Izaías Pinheiro e Renato Ferreira.

Izaías Pinheiro conta que a equipe participou, em 31 de janeiro e 1º de fevereiro, da Etapa Regional Pará do FLL, organizado, no Brasil, pelo Sesi Departamento Nacional. Pela primeira vez o evento ocorreu no Estado. Trata-se de um torneio internacional com origem nos Estados Unidos e, nesta temporada “City Shaper” (2019-2020), conta com a participação de mais de 103 países ao redor do mundo, segundo uma representante da FLL que estava na Regional. “Fomos selecionados para participar da etapa nacional do torneio, pois ficamos em primeiro lugar entre as 22 equipes que estavam participando do evento”, comemora Izaías. 

A Escola Sesi Ananindeua trabalha a robótica como uma disciplina chamada Educação Tecnológica que abrange os conceitos de STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts and Mathematics) ou Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, em que “não apenas trabalhamos a construção de robôs e outros produtos, mas também ensinamos a parte de programação, raciocínio lógico, trabalho em equipe, cooperação e outros conceitos”.

Na rede Sesi, em âmbito nacional, a robótica está inserida há mais de 8 anos. “Em nossa escola, trabalhamos com os conceitos de tecnologia e desenvolvimentos afins desde sua inauguração em 2016; porém, somente em 2020 ela se tornou uma disciplina, antes era trabalhada de modo interdisciplinar”, relata o professor Izaías. A equipe Born to Fight foi formada em 2017, mas apenas dois alunos – Eduardo Rosa e Lívia Nataniele – estão desde a formação do grupo

Fonte: O Liberal