Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira, 7, a defesa do músico Alcyr Guimarães, indiciado pela Polícia Civil do Pará, pela morte de sua então companheira, Ciane Mackert, informou que a médica fazia uso de remédios controlados e que vai solicitar a intimação de todos os policiais envolvidos na investigação para prestar esclarecimentos perante a Justiça.

A defesa de Alcyr, que está internado em estado grave em um hospital particular de Belém e, segundo a família, já teria sido desenganado pela equipe médica, contesta também o laudo elaborado em 2019, quatro anos após o falecimento de Ciane, pelo Instituto Médico Legal de São Paulo (IML/SP). Segundo os advogados, o laudo “não passou pelo contraditório garantido no devido processo legal, havendo inúmeros questionamentos que terão que ser respondidos pelos peritos que realizaram o laudo, bem como pelos que serão arrolados pela defesa técnica”, diz a nota.

Foi com base nesse laudo que a polícia conclui que Ciane teria sido envenenada e indiciou Alcyr por homicídio qualificado. No laudo feito na época da morte consta que ela teria morrido em decorrência de um infarto agudo do miocárdio, aterosclose da artéria coronaria e diabetes mellitus.

Para a defesa, não existe no referido laudo “qualquer informação apontando um mínimo nexo de causalidade entre qualquer conduta de Alcyr Guimarães e a morte de Ciane Oliveira. O inquérito policial está repleto de falhas graves, motivo pelo qual a Defesa Técnica irá solicitar que todos os policiais envolvidos na investigação sejam intimados para prestar esclarecimentos perante o Juízo Competente”.

Quanto as substancias encontradas pelos peritos de São Paulo nos restos mortais de Ciane, quatro anos após seu falecimento, a defesa do músico alega que são, em parte, decorrentes das medicações de uso controlado que eram feitas pela médica. Já a substância carbofuram, apontada pelo IML/SP como altamente tóxica e principal indício do suposto envenenamento, segundo os advogados, é encontrada com facilidade nos cemitérios com objetivo de controle de pragas, o que justificaria sua presença nos restos mortais.

Alcyr Guimarães, que também era biomédico, e Ciane Mackert viviam juntos desde 2011. Em março de 2015, o próprio músico acionou o socorro depois que ela passou mal no apartamento onde o casal morava com os dois filhos, menores de idade, do primeiro casamento dela. Ciane já estava morta quando os paramédicos chegaram ao local. 

As crianças, de acordo com a defesa, teriam gravado um vídeo, após o falecimento da mãe, em que manifestam a vontade de ficar com Alcyr. “Tal vídeo possui imagens de duas crianças, motivo pelo qual não será divulgado em hipótese alguma pela defesa, porém será anexado aos autos do processo criminal no momento oportuno”.

Fonte: Portal Roma News