A inteligência artificial, que é uma assistente virtual, da empresa da Amazon se chama Alexa. Mas há muitos humanos com o mesmo nome que têm relatado bullying por causa disso. As pessoas são tratadas como “servas”. Vale lembrar que no Brasil houve um caso mais ou menos semelhante, com um pênis apelidado de Bráulio.

O caso ficou conhecido quando a mãe de uma menina chamada Alexa escreveu, esperando ser lida pelo bilionário Jeff Bezos, para um site que pedia relatos sobre o tema. A plataforma Reddit queria saber como a Alexa da Amazon mudou para pior a vida das Alexas humanas.

“Sr. Bezos, escrevo para [o senhor na figura de] pai e ser humano, além de CEO da Amazon. Não estamos pedindo dinheiro ou reconhecimento. Só queremos que você corrija o que nós acreditamos que seja um erro gigante”, relatou Lauren, a mãe, contando que a sua Alexa sofre com bullying frequentemente, sendo “tratada como uma serva”.

Em entrevista à emissora NBC, de Nova York, Lauren disse que a filha é humilhada quando não há adultos por perto, e que Bezos deveria dar um fim a esse problema. “Está em todo lugar. Você já arruinou o nome, mas você não tem que continuar machucando essas garotas e mulheres. Eu peço, desculpe-se e comece um movimento”, disse a mãe. A ideia seria mudar o nome da assistente.

No Brasil, o governo federal, nos anos 90, deu o nome de Bráulio a um pênis falante (isso mesmo), em campanha de combate à Aids. Claro que os homens com o mesmo nome sofreram muita “encarnação”, já que o termo bullying não era difundido no Brasil. O Ministério da Saúde retirou do ar a campanha e lançou uma enquete para achar um novo nome para o personagem. Muitos Bráulios entraram na Justiça alegando danos morais.

No caso da Alexa, Lauren não teve resposta de Jeff Bezos, mas um representante de atendimento da companhia disse que “sentia muito” sobre o ocorrido com a criança. “Agradeço por você ter separado um tempo para dar voz às suas preocupações e nos deixar cientes desses problemas. Enviei o seu feedback para o nosso time interno”, relatou o funcionários.

Fonte: Canaltech