A Comissão de Ética da Câmara Municipal de Belém vai abrir um procedimento para investigar a denúncia de acúmulo de cargos públicos que pesa contra o vereador Chiquinho, do Psol, que pode ter o seu mandato cassado se as irregularidades forem confirmadas. O novo pedido de investigação contra o parlamentar foi feito nesta quarta-feira (5), pelo vereador Joaquim Campos (MDB), mas as denúncias surgiram em 2018, quando o vereador Sargento Silvano (PSD) protocolou documento com uma série de acusações contra o psolista. Na próxima terça-feira (11), após a sessão, a Comissão de Ética da casa vai realizar a primeira reunião para discutir o assunto. Chiquinho afirma que as denúncias não procedem.

As denúncias apontam que vereador Chiquinho estaria trabalhando na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) nos mesmos dias e horários em que deveria estar na casa legislativa. O parlamentar nega as acusações, afirmando que está aposentado do órgão, não possui outro emprego e que as acusações são movidas pelo desconforto que alguns de seus projetos causaram aos vereadores, como o que determinava a instalação de ar-condicionado nos ônibus da capital.

Fabrício Gama (PMN), presidente da Comissão de Ética, diz que Chiquinho assinava ponto às 9h da manhã, na Seduc, no mesmo horário que deveria estar na Câmara. “Quando nós cruzamos, realmente o fato bate, tem evidência, a denúncia é concreta”. O caso, segundo ele, foi levado ao Ministério Público do Pará, há cerca de um ano e meio, mas até o momento o órgão não se manifestou.