O Conselho Permanente de Justiça Militar negou, por unanimidade, o pedido de revogação de liberdade provisória para o cabo da Polícia Militar Pedro Josimar Nogueira da Silva, acusado de participar da Chacina do Guamá, crime que resultou no assassinato de onze pessoas e deixou outra gravemente ferida, em 19 de maio do ano passado. Além de homicídio, o cabo Nogueira responde criminalmente por peculato, por ter extraviado uma pistola ponto 40 MM da PM, que foi usada no crime.

A decisão foi anunciada durante audiência de inquirição de testemunhas realizada na manhã desta terça-feira (4). O promotor de Justiça Militar Armando Brasil Teixeira entendeu que, ao contrário do alega a defesa do policial militar, ainda existem indícios suficientes e autoria e materialidade delitivas para a manutenção da prisão preventiva do PM.

Segundo o promotor, a soltura do policial pode comprometer as investigações do caso por possíveis intimidações de testemunhas, ocultação de provas, dentre outras formas de obstruções das apurações. Em outubro do ano passado, por exemplo, três testemunhas disseram, em juízo, que foram torturadas psicologicamente por oito delegados de polícia, antes de prestar depoimento à Polícia Civil, ainda na fase do inquérito policial. Sob essa justificativa de tortura/ameaça de morte, elas mudaram a versão do caso Justiça Militar.

O Conselho Permanente de Justiça Militar seguiu a manifestação da promotoria e negou a revogação do pedido de liberdade provisória por unanimidade. Este é o segundo pedido feito pela defesa do PM e negado pela Justiça. 

O julgamento do caso na Justiça Militar foi marcado, a princípio, para o dia 16 de março deste ano. Os outros policiais acusados são Leonardo Fernandes de Lima, José Maria da Silva Noronha e Wellington Almeida Oliveira.

Fonte: O Liberal.