O dia 31 de janeiro de 2020 ficará marcado na vida do empreendedor Carlos de Lima, de 54 anos, e de muitos trabalhadores que têm comércios ao redor da ponte sobre o Rio Moju, agora oficialmente “Ponte União”. A inauguração da ponte, realizada hoje, animou os moradores da área que, depois de 9 meses com as portas fechadas, veem seus empreendimentos voltarem a funcionar. No caso de seu Carlos, o restaurante que ele mantém com a família, há mais de 10 anos no km 51 da Alça Viária, foi reaberto hoje.

“Estou animado, feliz. Estamos organizando aqui, limpando, arrumando as mesas, vou roçar a área da frente também. Nossos clientes vão voltar a parar aqui de novo. A partir de hoje vai ser uma nova etapa na minha vida”, contou.

Morando com a família nos fundos do restaurante, ele conta ainda que foi difícil sobreviver depois que a ponte caiu e o estabelecimento fechou. A saída só surgiu depois que começou a travessia de balsa no local do acidente. A família teve que vender marmita ali próximo, na estrada. Mas como o negócio não rendia tanto quanto o restaurante, seu Carlos não via a hora de a obra da ponte ser concluída.

“Eu fiquei surpreso com o tempo da conclusão do serviço. O governo e a empresa estão de parabéns. Nós acompanhamos aqui eles trabalhando dia e noite. E agora vai melhorar para todo mundo que usa essa rodovia. Vai voltar a ser como era antes”. Carlos Lima, comerciante ao se referir sobre o tempo recorde de 7 meses para a conclusão da ponte.

Por volta de meio dia, desta sexta feira (31), foi realizada a cerimônia de inauguração da ponte União com a presença do governador Helder Barbalho, vice-governador, Lúcio Vale, e demais autoridades de governo e de municípios próximos. Em seguida, o trânsito foi reaberto no trecho. Com isso, o Estado voltou a ter sua malha viária terrestre totalmente integrada à capital paraense e região nordeste do Pará.

“Isso aqui é um sonho realizado, a ponte união é a nossa felicidade, o povo de Moju veio aqui em peso porque está muito agradecido. Nosso município tende a desenvolver ainda mais agora. Parabéns ao Governo que com credibilidade construiu essa ponte em tempo recorde”. Nilma Lima, prefeita do município de Moju.

“Agora não vamos mais precisar dar aquela volta para sair do Arapari e chegar em Belém. Eu tenho netas que estudam pra lá. É muito importante essa ponte pra gente que mora em Barcarena, Abaetetuba, Moju, Acará, porque é um acesso mais rápido”, disse a aposentada, Benedita da Silva, que mora entre o município de Moju e Acará.

Alívio também para quem transporta, frequentemente, produtos pela estrada, como derivados de dendê. “Eu levo carga de óleo de palma até Belém. Na travessia de balsa a gente enfrenta fila para embarcar e espera bastante. Com a ponte eu posso fazer viagens diárias, isso facilita o nosso trabalho”, disse o caminhoneiro Lucivaldo Palheta.

A dona de casa, Karine Guedes, fez questão de percorrer sete quilômetros para ver a inauguração da ponte união e elogiou a obra. “Ficou bonita e mais segura. A gente fica mais tranquilo de passar por ela sabendo que tomaram esse cuidado”.

Do outro lado, próximo do rio Acará, a comerciante Ivanilda dos Santos está cheia de expectativas em relação ao ponto de café da manhã que tem à beira da rodovia, na vila de Centro Alegre. “Agora a gente vai ficar com o ponto aberto de dia e de noite. Eu também vou voltar a vender tacacá, vatapá. E não só as vendas melhoram né, mas o acesso. Eu gostei porque tenho uma filha que mora em Tailândia e estava muito difícil o acesso para lá”, disse a autônoma, enquanto fazia tapioca para clientes que acabavam de parar no local.

Fonte: Agência Pará