bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, de 25 anos, foi morta estrangulada com a própria peça íntima em Mandaguari, no norte do Paraná, segundo o laudo parcial do Instituto Médico Legal (IML) de Maringá, divulgado nesta quinta-feira (30). (Assista reportagem abaixo)

Ainda conforme o documento, após matarem e, provavelmente, estuprarem a jovem, os criminosos vestiram a vítima com o shorts que ela usava quando sumiu. Os exames que deverão comprovar se Magó foi abusada sexualmente ainda não estão prontos

Outra informação relevante é de que para a Polícia Civil pelo menos dois homens participaram do crime. “Pode ter mais de um envolvido tendo em vista as condições em que foi encontrado o corpo. A gente sabe que a vítima tinha uma certa habilidade, ela lutava capoeira, não seria fácil de apenas uma pessoa dominá-la”, explica o delegado Zoroastro Nery do Prado Filho.

Investigação

Na noite desta quarta-feira (29), os delegados e policiais que trabalham na investigação foram até Apucarana, cidade que fica a 30 Km de Mandaguari, em busca de dois rapazes que foram identificados e estavam na cachoeira no dia do crime. Eles foram ouvidos como testemunhas e poderão ter seus materiais genéticos coletados posteriormente. 

“Essas pessoas foram identificadas, localizadas e encaminhadas para a subdivisão de Apucarana e feito todo procedimento. Está todo mundo focado nesse caso. Hoje nós devemos ouvir cerca de 10 pessoas”, conta o delegado. 

A Polícia Civil também coletou o material genético de um homem que mora nas proximidades da cachoeira

O delegado também pontua que o fato do local ser um lugar aberto, com várias entradas e trilhas que levam até a cachoeira e não somente pela chácara, dificulta a identificação de todas as pessoas que estiveram ali durante o fim de semana. 

Segundo o delegado Diego Almeida, da Divisão de Homicídios de Maringá, a “investigação está se afunilando”, mas ainda não é possível dar detalhes sem comprometer seu andamento. 

O crime

Maria Glória foi levada pela mãe até uma chácara, no início da tarde de sábado (25), para ficar sozinha, rezar e se conectar com a natureza. Ela fazia parte de um grupo chamado ‘Memória Ancestral Tribo da Lua’ e iria honrar São Sebastião. O combinado era buscá-la na tarde de domingo (26). 

No entanto, a jovem foi vista pela última vez por volta das 16h30 de sábado (25), antes mesmo de montar acampamento. Sua barraca e seus pertences foram encontrados jogados perto de um portão por volta das 17h e, na sequência, uma equipe da equipe da Defesa Civil que fazia treinamento na chácara realizou duas buscas para tentar localizá-la, aproximadamente às 18h e às 19h de sábado.

Magó só foi encontrada no início da tarde de domingo, pela própria irmã e a cerca de 10 metros de uma das trilhas principais nas proximidades de uma cachoeira, que fica a cerca de 800 metros da sede chácara. Ela estava com muitas marcas de luta nos braços e com a calcinha enrolada no pescoço

Nesse espaço de tempo, entre o desaparecimento e sua localização, além das buscas feitas no sábado, na manhã de domingo várias pessoas passaram pelo local enquanto faziam um passeio na natureza, contudo, ninguém viu a bailarina

Como o  laudo pericial também aponta que a morte ocorreu entre às 5h e 6h da manhã de domingo. A família acredita que ela possa ter sido levada para outro local e até mantida como refém durante a noite e a madrugada. 

O caso é investigado por uma força-tarefa das Polícias Civis de Mandaguari e Maringá. Até o momento, mais de 30 pessoas prestaram depoimento, mas ninguém foi preso. 

Crédito: RioMais