A Universidade do Estado do Pará (Uepa) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) devem divulgar, ainda nesta segunda-feira (27), se mantêm as divulgações dos listões de aprovados. A Universidade Federal do Pará (UFPA) foi a primeira a comunicar que prefere adiar a divulgação dos nomes dos calouros, até que haja total segurança sobre as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019.

Por suspeitas de erros nas notas, o judiciário paulista suspendeu a divulgação do resultado do Sistema de Seleção Unificado (Sisu), que estava previsto para esta terça-feira (28). Na mesma decisão liminar (temporária e sujeita a revogação), havia a exigência de uma completa auditoria nas notas do Enem, com garantia de que não haveria mais erros.

Recomendações e ações semelhantes foram movidas pelo Ministério Público Federal (MPF), em vários estados do país. A Advocacia Geral da União (AGU) recorreu da decisão paulista e garante que está tudo bem.

Por conta dessas incertezas, a UFPA suspendeu a divulgação do resultado, que estava previsto para esta terça-feira (28). A UFPA fez um processo seletivo interno, com base nas notas do Enem, mas não usa o Sisu. A Uepa também fez um processo próprio, baseado num exame, sem vagas no Sisu e previa o resultado para quarta (29). A Ufra, o IFPA, a Ufopa e a Unifesspa colocaram todas as vagas no sistema nacional.

Na manhã desta segunda-feira (27), gestores da Uepa começaram uma reunião que pode decidir quais rumos tomar. A Assessoria de Comunicação da Ufra já confirmou que a posição oficial sai ainda hoje. Já a Ufopa não deu posição específica sobre o caso e divulgou uma nota falando sobre matrícula. A Unifesspa e o IFPA ainda não publicaram qualquer posição.

A Ufra está ofertando 2.190 vagas. Na Unifesspa, há 1.450 vagas. A Ufopa tem 1.307 vagas. O IFPA tem 776 vagas. No processo seletivo próprio, a Uepa ofertou 3.656 vagas. A UFPA ofertou 7.143 vagas, sendo 3.449 disputadas pela ampla concorrência, 3.503 pelo sistema de cotas e também 191 vagas extras, ofertadas exclusivamente para pessoas com deficiência (PcD).

Essa demora já pode atrapalhar os cronogramas letivos das universidades e institutos. E também programas ligados ao apoio à educação superior, como ProUni e Fies. Historicamente, muitas universidades reclamam dos prazos apertados do Sisu. Após experiências, algumas instituições já desistiram de usar o sistema.