REPRODUÇÃO

Pablo Castro, namorado de Jennyfer Silva Martins, que faleceu na noite de quarta-feira, 22, após 12 dias internada no Hospital Metropolitano, em Ananindeua, conversou durante o velório da jovem – a segunda vítima fatal do “maníaco de Marituba” – na tarde desta quinta-feira, 23, em Belém.

O namorado da jovem contou que quando recebeu uma ligação do pai de Jennyfer informando o ocorrido chegou a pensar que era um trote. “Eu estava dormindo quando o pai dela me ligou desesperado falando que tinham sequestrado as filhas dele. Eu não acreditei, fiquei nervoso. Fui até o trabalho dele e fomos até o local. Quando chegamos lá, descobrimos que infelizmente era verdade”, lembrou.

Bastante emocionado, Pablo lembra que, no dia em que Jennyfer desapareceu, ela chegou a pedir para o namorado acompanhá-la. “Eu tive um imprevisto e não pude ir”, contou. A irmã da jovem foi quem a acompanhou e também foi vítima do maníaco, mas conseguiu fugir e acionou a polícia.

“Tínhamos vários  planos e sonhos para cumprir (…) interrompidos por essa brutalidade”, desabafou. Pablo contou ainda que o trabalho como esteticista era parte do sonho da jovem de ser independente financeiramente.

No dia do crime, Jennyfer  foi atraída até o local por um adolescente de 17 anos que se passava por uma cliente interessada em contratar os serviços da esteticista. Um dia após ter desaparecido ela foi encontrada com sinais de espancamento e estupro em uma área de mata próximo a rodovia Alça Viária.