“Suzane é célebre pelo potencial de seduzir com alta voltagem quem lhe interessa, descartar sumariamente as pessoas quando a utilidade termina e ignorar friamente quem não lhe traz proveito algum”, assim o jornalista paraense Ullisses Campbell, autor da biografia não autorizada de Suzane von Richthofen, descreve a mulher que encomendou a morte dos pais. O livro chega no dia 23 às livrarias, depois de ser embargado em 2019 pedido da própria assassina.

Ulisses, para escrever o livro, ouviu detentas, agentes e amigos, e, assim, lendo o processo e tendo acesso a laudo psiquiátrico da criminosa, pôde construir perfil da moça que, aos 18 anos, convenceu namorado a matar os pais.

“Ela arquitetou todo o plano de morte dos pais e, quando o namorado, Daniel, desiste de participar do crime, ela inventa que era estuprada pelos pais desde criança. Isso mostra um perfil mentiroso, que faz o que for necessário para atingir seus objetivos”, relata Ulisses.

A pesquisa feita pelo jornalista mostra uma personalidade “narcisista, de alguém que não se preocupa com os outros, sem emoção e sem simpatia com as outras pessoas. Ela já tinha este perfil, que se aperfeiçoou na prisão”, diz o jornalista.

Jornalista e assassina se encontraram por três vezes, segundo ele, mas ela rompeu contato depois que ele se recusou a abordar do suposto desejo de se tornar pastora depois de sair da cadeia.