Jenyfer Karem Silva Martins, de 20 anos, continua internada em estado grave no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, região metropolitana de Belém. Uma nota foi enviada à imprensa no início da noite desta terça-feira (21).

No início da tarde, porém, uma prima da vítima havia cofirmado o óbito da moça em uma postagem nas mídias sociais, o que acabou sendo reproduzido por veículos de imprensa, inclusive o portal Silvinho Santos News Entretanto, voltou atrás na afirmação e disse que havia acontecido um equívoco, que Jenyfer não havia morrido.

A manicure foi hospitalizada depois de ter sido estuprada e espancada por um adolescente no dia 11 deste mês, no município de Marituba, na Grande Belém. O caso é mais um dos vários investigados pela Polícia Civil envolvendo os “maníacos de Marituba”.

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Vítima é uma das irmãs atacadas por adolescente

Jenyfer Martins
Amigos de Jenyfer prestam homenagens nas redes sociais (Reprodução / Facebook)

Jenyfer Karem Silva Martins trabalha como manicure e está internada no HMUE, em Ananindeua, em estado grave, após ser cruelmente espancada. Ela e a irmã, moradoras do bairro da Sacramenta, em Belém, foram enganadas da mesma forma pelo adolescente envolvido nos casos de estrupros em série e assassinatos em Marituba. Amigos e familiares passaram a prestar homenagens nas redes sociais após a “confirmação” de sua morte.

No sábado (11), o suspeito combinou de encontrar a manicure na rodovia BR-316, de manhã, e a jovem trabalhadora foi ao local acompanhada da irmã. Na hora acertada entre a manicure e a suposta cliente, um homem, atendeu a ligação da jovem, dizendo que a esposa havia saído de casa, mas que retornaria em breve. Ele se prontificou a buscar Jenyfer de bicicleta. Como eram duas pessoas, a manicure e a irmã, o suspeito disse que faria duas viagens até a residência.

O adolescente levou primeiro a manicure até o encontro da hipotética esposa. A irmã estranhou a demora e começou a procurar por Jenyfer pelas ruas de Marituba. Foi quando encontrou o adolescente durante o caminho. Ele também a levou de bicicleta, mas, ao chegar em uma localidade erma, passou a agredi-la e mandou que tirasse a roupa.

A jovem foi abusada sexualmente e ainda teve cartões de crédito, dinheiro e o celular levados. Também tentou matá-la estrangulada, mas a vítima conseguiu escapar após lutar com o suspeito.

Em depoimento, contou que andou vários metros, seminua, até encontrar ajuda e, depois de ser socorrida, informar que a irmã ainda estava desaparecida. Após horas de buscas, Jenyfer foi encontrada inconsciente, em uma área mata. Ela foi levada ao HMUE, onde permanece internada.

Sete mulheres estão entre as vítimas dos maníacos

Já são sete as vítimas dos casos que envolvem estupros em série, em Marituba, incluindo o caso da esteticista Samara Mescouto, encontrada morta no final da tarde de domingo (12), em um matagal situado no conjunto Beija-Flor, às proximidades da residência de um dos suspeitos do crime.

O primeiro caso de estupro foi registrado ainda em junho do ano passado, confirmou, no dia 13 de janeiro, o delegado geral de Polícia Civil, Alberto Teixeira, após a prisão dos dois envolvidos no caso. Um dos suspeitos abordava as vítimas pelas redes sociais.

Ainda no domingo (12), horas antes da descoberta do cadáver de Samara Mescouto, um homem identificado como Jederson Menezes Alves, de 20 anos, foi preso. Um adolescente de 17 anos também foi apreendido. Ambos foram apontados como suspeitos de roubar, estuprar e assassinar a esteticista.

Além do feminicídio, o adolescente é apontado como responsável pelos raptos e estupros de pelo menos seis mulheres, incluindo Samara e Jenyfer. Uma sétima vítima conseguiu fugir antes de sofrer abuso sexual. Jederson Menezes Alves estaria envolvido apenas no caso da morte de Samara Mescouto, porém a participação dele nos outros crimes ainda não foi descartada. 

Samara Mescouto foi encontrada morta no dia 12, mas não foi possível precisar a data da morte, apesar da perícia acreditar que tenha sido assassinada no dia de seu desaparecimento, ou seja, dia 10 de janeiro. Ela foi a terceira vítima de estupro registrados pela Polícia Civil em Marituba. Já as duas irmãs foram a quarta e quinta vítimas dos maníacos de Marituba

Crédito: O Liberal