Um total de 3.100 moradores de 29 localidades paraenses dos municípios de Oriximiná e Santarém estão entre as metas de ações de vacinação iniciadas nesta sexta-feira (17) pelo Ministério de Saúde. A Operação Gota prevê ações de vacinação para mais de 20 mil pessoas em áreas de difícil acesso na região Norte do país.

A iniciativa será dividida em cinco etapas e conta com parceria do Ministério da Defesa. A Operação Gota terá o apoio das secretarias estaduais e municipais, Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) e oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB), para as vacinas chegarem aos brasileiros que vivem em áreas rurais e ribeirinhas, como a população indígena, nos estados do Amazonas (Médio Solimões e Alto do Rio Negro), Acre (Alto do Rio Juruá e Alto Rio Purus) e Pará (Oriximiná).

Segundo classifica o diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde, Júlio Croda, a Operação Gota é um “exemplo de responsabilidade social compartilhada, levando vacinas e promoção da saúde para indígenas, população rural e ribeirinha”. Segundo o Ministério da Saúde, a ação “coloca em prática o princípio da equidade” exigido para o SUS. O trabalho envolve a atuação de profissionais dos DSEI e estados e municípios, além do apoio dos profissionais da FAB, confirmou o MS.

A estratégia contempla todas as vacinas previstas no calendário nacional de vacinação do programa nacional de imunizações e visa previnir a população contra o sarampo, a febre amarela e a meningite, entre outras doenças.

A Operação Gota visa controlar e manter a eliminação ou erradicação de doenças imunopreveníveis em todo o território brasileiro. Entre novembro e dezembro de 2019, vacinou 716 pessoas com a aplicação de 1.756 doses de vacinas nos estados do Amazonas, Pará e Amapá.

A vacinação nessas localidades ocorre conforme a situação vacinal de cada indivíduo e envolve dezenas de profissionais entre militares, enfermeiros, técnicos de enfermagem, profissionais das secretarias estaduais e municipais de saúde, dos Distritos Sanitários Especiais indígenas (DSEIs) e do Ministério da Saúde.

A ação de multivacinação visa beneficiar a população que vive em regiões de difícil acesso do país, como área rurais, ribeirinhas e indígenas. A estratégia teve início em 1993, como iniciativa isolada no estado do Amazonas, após a notificação de surtos de sarampo em populações indígenas da região do Rio Juruá. Desde então, se consolidou no país como uma ação imprescindível para a realização de multivacinação em áreas mais isoladas. Atualmente, abrange os estados do Amazonas, Acre, Amapá e Pará (com informações do Ministério da Saúde).