Visivelmente constrangidos, seis funcionários do projeto musical de Ximbinha, o Cabaré do Brega, incluindo músicos, divulgaram um vídeo se posicionando sobre a crise envolvendo a denúncia de agressão do ex-marido de Joelma contra a ex-vocalista da banda, Carla Maués. Dentre seis depoimentos, dois afirmam terem testemunhado a discussão entre Ximbinha e Carla que teria cambado para a agressão verbal: o baixista e o baterista afirmaram que a cantora chegou “alterada” ao estúdio, usando a mesma expressão com que Ximbinha e o cantor Edilson Moreno descreveram o estado da cantora ao se pronunciarem pela primeira vez sobre a denúncia, na quinta-feira, 16. Os dois deram a entender que não houve discussão e o baixista também mencionou que Carla teria chutado a porta do estúdio.

O baixista Charles Barros diz: “Tô aqui para falar devido a acusações chatas que rolaram a nosso respeito. Para dizer que eu estava no estúdio gravando quando a Carla chegou alterada e rolou uns papos estranhos. Ela, muito alterada. Inclusive, ela chutou a porta do estúdio, não sei o que é isso. Aí, Ximbinha viu que ela estava altera e falou: ‘Carla, vai te embora que tu não tens condição de gravar, vai-te embora’. Deu o dinheiro do Uber dela. Ela falou: ‘Não vou, agora eu vou gravar’. Eu lembro bem disso porque eu estava gravando na hora”.

Já o baterista José Maria Júnior, o “JR”, disse: Nós estávamos lá gravando, fazendo base. Eu, Charles, Ximbinha, Neném, o Edilson estávamos lá também. Ela chegou alterada para caramba. Aí o Edilson pegou a criança [filha da cantora, de seis anos] e levou lá para fora, logo no início da história. Em momento algum a criança presenciou e não houve agressão também”.

No decorrer dos vídeos, os funcionáros de Ximbinha desmentem que tenham sido alguma vez maltrados ou agredidos por Ximbinha e também se dedicam a negar boatos sobre o uso de álcool e drogas entre os integrantes do Cabaré do Brega, supostamente feitas por meio das redes sociais e da imprensa. Os autores de tais declarações ofensivas não foram mencionados por eles.

“Esse negócio de agressão a gente nunca foi agredido e tratado mal pelo Ximbinha. Pelo contrário, sempre comemos na mesma mesa, o Ximbinha é sempre brincalhão com todos aqui, isso daí é tudo inverdade. A gente está aqui para fazer esse vídeo porque a gente está muito chateado”, diz Marco Antonio, o “Picola”, que trabalha como ‘roadie’ (assistente) na banda.

“[Estão] falando que aqui usam droga e todo mundo bebe. Todos nós somos pais de família, a gente tem uma família para zelar e a gente luta para levar o pão de cada dia para cada um. A primeira regra que tem na banda é que ninguém usa álcool aqui, não pode beber (….) O que foi falado aí, isso não existe, é o contrário. O Ximbinha é uma ótima pessoa, brinca e isso daí não é real no geral (…) A gente está se sentindo abatido com tudo isso”, acrescenta o roadie Ângelo Ferreira.

O percussionista João Paulo Diniz, o “JP”, diz que está chateado porque “foi citado” que na banda “rola droga”: “É muito chato ouvir isso e ser uma inverdade. A gente tem esposa e filhos, a gente tem uma imagem. E quando começa a atingir as pessoas que não estão envolvidas nisso, é muito complicado”.

Já o produtor artístico John Ribeiro declara: “O Ximbinha é excelente pessoa, sempre tratou a gente muito bem, como parte da família, como filho, nunca deixou nada a desejar aí para a gente. Infelizmente essas inverdades estão acontendo com ele. A gente está aqui só para se defender em relação ao que foi falado na mídia a questão de drogas e bebidas. Todos nós somos pais de família, temos filhos, esposas e mães dentro de casa que estão vendo essa mídia toda e sofrendo com isso também, infelizmente”.