Cerca de 1 milhão e 153 mil cabos de vassoura explorados irregularmente foram apreendidos dentro de um depósito localizado no bairro do Tenoné, em Belém, durante operação que iniciou na noite da última quarta-feira (15), por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) da Polícia Militar (PM) e Divisão do Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil (PC). Segundo a Semas, que divulgou a contabilização nesta quinta-feira (16), o estabelecimento foi lacrado.

A fiscalização chegou ao depósito no momento em que uma balsa descarregava os cabos de vassoura, e a tripulação informou que a madeira foi embarcada no Marajó. O comandante da embarcação também foi autuado por transporte irregular de madeira beneficiada sem documentação de origem.  

“O representante da empresa não apresentou a documentação que comprove a origem do produto durante a fiscalização, o que configura infração administrativa que posteriormente pode resultar em multa, cujo valor ainda deve ser estipulado”, afirmou o agente de fiscalização ambiental, Ivan Jr.

O delegado da Dema, Alberone Lobato, explicou que  a exploração irregular infringiu o artigo 46 da lei 9.605 – que trata sobre o transporte de produto florestal sem a documentação que comprove a origem da madeira. “O comandante da balsa e o proprietário do depósito serão conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos e um inquérito será aberto. Nós vamos investigar para saber de que área esta madeira retirada, quem retirou e quem transformou em cabos”, esclareceu.

Além dos cabos de madeira do tipo vitrola, durante a apreensão foi encontrada uma pequena quantidade de madeira sem comprovação de origem que já havia sido transformada em portas, jogos de portais e janelas. 

Além dos cabos de madeira do tipo vitrola, durante a apreensão foi encontrada uma pequena quantidade de madeira sem comprovação de origem que já havia sido transformada em portas, jogos de portais e janelas.
Além dos cabos de madeira do tipo vitrola, durante a apreensão foi encontrada uma pequena quantidade de madeira sem comprovação de origem que já havia sido transformada em portas, jogos de portais e janelas. (Divulgação / Agência Pará)

No mesmo local, 1 milhão e 300 mil cabos já haviam sido apreendidos pelo Instituto Brasileiro do Meio e Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) em 2017, mas a carga que deveria estar retida no terreno teria sido vendida, de acordo com os fiscais.

Em 2019, a Semas deu início ao processo de regularização da cadeia produtiva de cabos de vassoura no Marajó. Ainda segundo a Secretaria, 23 associados assinaram o Termo de Ajuste de Conduta para atuarem dentro da legalidade. O proprietário do estabelecimento lacrado em Belém não assina o TAC.