Na primeira apresentação ao público em Belém, após ganhar, em dezembro de 2019, o patrocínio inédito da iniciativa privada (a mineradora Hydro), o Coro Carlos Gomes exibiu-se no Teatro Maria Sylvia Nunes, da Estação das Docas, nesta quarta-feira (15) á noite, celebrando os 404 anos de fundação da capital paraense.

O evento foi organizado pela Hydro e serviu para que o público conferisse a performance dos 22 integrantes do Carlos Gomes e uma mostra fotográfica sobra a Cidade das Mangueiras, em frente ao teatro. A exposição reúne 16 obras do fotógrafo Luiz Braga e também do acervo da Biblioteca Pública Arthur Vianna. São expostas a Belém Antiga e a Belém Contemporânea.

Ao longo deste ano, o Coro Carlos Gomes, que completa seu primeiro quarto de século em junho de 2020, cumprirá intensa programação cultural, sob o comando da maestrina cubana Maria Antônia Jimenez, que há 25 anos chegou em Belém e fundou o coral.

Cultura

Alessandra Fonseca, diretora de Comunicação da Hydro, destacou que a iniciativa da empresa de investir no Coro Carlos Gomes visa “valorizar a cultura local; quando a gente valoriza a cultura de um Estado tão rico como a do Pará, onde estamos presentes com nossas operações, isso nos dá oportunidade de nos aproximarmos também de diversos públicos com os quais a gente já se relaciona, nossos empregados, as comunidades e outros grupos”.

O apoio ao coral se dá pelo fato de o grupo, ao completar 25 anos de atividade, demonstrar “uma consistência, um trabalho de mais de duas décadas promovendo a cultura no Estado do Pará”, como disse Alessandra. Participaram do evento os dirigentes da Hydro John Thuestad (vice-presidente de Negócios de Bauxita e Alumina), Hans Heikvam, Anderson Baranov,  Olivier Girardot, Alexander Sutherland, Robson Holanda e Domingos Campos. Tanto o Coro Carlos Gomes e a Alunorte comemoram 25 anos de atividades, como ressaltou Thuestad.

Na prática, o patrocínio ao coral terá uma agenda de eventos levando a música do Coro Carlos Gomes a diferentes cidades do Pará, onde há atuação da Hydro ao longo de 2020. Depois de Belém, Paragominas receberá a apresentação do coro.  Há também um aporte fixo de recursos da empresa ao grupo musical. A Hydro atua no Pará desde 2011, ou seja, abrange a mina de bauxita da Mineração Paragominas; a refinaria de alumina Alunorte, em Barcarena, e a fábrica de alumínio da Albras, em Barcarena.

Amor na voz

“O Coro Carlos Gomes completar 25 anos é uma emoção grande. São 25 anos de trabalho ininterruptos, consecutivos, com altos e baixos, mas trazendo orgulho para esse Estado, valorizando a musicalidade das pessoas desse Estado, da Cidade de Belém e do interior, porque temos. Então, é muito emocionante”, afirmou a maestrina Maria Antônia Jimenez.

O coral começou no Conservatório Carlos Gomes, onde ela é professora. Ela foi convidada pela Fundação Carlos Gomes para trabalhar no Conservatório há 25 anos. E como a instituição não possuía um coral, o que pareceu estranho a Jimenez. “Então, eu me dei o trabalho de fundar o coral, com o consentimento da Fundação”, ressaltou a professora. O coral já participou de festivais nacionais e internacionais.

As pessoas que integram o Coro Carlos Gomes são antigos alunos que se formaram no Conservatório e hoje atuam como professores da instituição e continuam no coro. “Recebemos de braços abertos,  muito felizes, esse patrocínio da Hydro, porque ter o apoio de uma empresa como a Hydro nos apoiando na nossa programação, na divulgação do nosso trabalho, é importantíssimo”, salientou a professora Maria Antônia.

Os 25 anos serão comemorados com um concerto no Theatro da Paz, com a Orquestra Sinfônica do Theatro, neste semestre, e a própria programação do coro, como a mostra da obra do compositor brasileiro Aylton Escobar que nunca foi apresentada em Belém; a Missa Amazônica para coro e orquestra, que o coral estreou em 2010 e um concerto natalino, entre outros momentos. Maria Antônia Jimenez sintetizou em uma oração os 25 anos do Coro Carlos Gomes: “Prazer no que se faz”. Na noite desta quarta-feira, o coral apresentou composições de Pixinguinha, Chico Buarque de Hollanda, Waldemar Henrique e músicas que falam de Belém.

Com 25 anos no coral, a secretária Rita Cavalcante, 48 anos, formada pela UEPA e em canto lírico pela EMUFPA, relembrou que era estudante de violão clássico e foi aprovada em seleção para integrar o coro premiado internacionalmente. “Belém, uma cidade da região amazônica, tem um coro capaz de difundir a cultura brasileira, e nesses 25 anos o coro fez parte de vários momentos da minha vida e esse patrocínio é um novo horizonte para a gente”.