Ao ostentar óculos e correntes roubados em foto de perfil do Whatsapp, bandido acabou sendo reconhecido pelas vítimas. Foram cinco assaltantes que invadiram a casa de veraneio onde 20 pessoas estavam hospedadas em Guarujá, no litoral de São Paulo, por volta da 1h do dia 29 de dezembro de 2019. Eles levaram pertences e veículos. E ainda não foram presos.

Não foi um caso de sorte a chegar à foto. Primeiro, uma das vítimas foi atrás dos números de celular que tiveram créditos comprados com os cartões roubados. Eram celulares pré-pagos. Uma das vítimas adicionou o número e conseguiu ver a foto do perfil de um dos suspeitos que participaram do assalto. “Aparecia a foto com exatidão do rapaz no WhatsApp. Todos que estavam na casa reconheceram”.

A vítima diz em uma publicação: “A corrente no seu pescoço é do meu amigo, e o óculos que você está usando é da menina que você colocou a arma no pescoço. [Se] esconde no buraco que você vive, porque ‘noia’ não vai muito longe” (sic).

A vítima narrou o acontecido ao G1: “Estávamos na varanda fazendo churrasco e bebendo à noite. Como era final de ano e ninguém ia dormir cedo, fomos [para Guarujá] para curtir”, relata a vítima. Na casa, eram 20 pessoas hospedadas, mas neste momento, três pessoas tinham saído. “O som estava ligado, estávamos em seis pessoas acordadas, o restante estava dormindo na sala e no andar de cima da casa”.

Ele ouviu um barulho. “Estavam chutando o portão, perguntei quem era, achando que talvez fosse um dos meus amigos que tinham saído para comer. Foi quando vimos cinco homens armados e corri para dentro da sala tentando esconder meu celular”, relata. “Os assaltantes entraram e começaram a falar para o pessoal não correr e deitar no chão. E ainda diziam: Vamos levar tudo”.

Os bandidos levaram tudo o que puderam. Além dos acessórios, bolsas, malas, roupas sujas, sapatos, cremes, queriam levar até roupas íntimas também foram levadas. “Todos voltamos só com a roupa do corpo. Fizeram os homens tirarem os chinelos dos pés para levar”, relata. “Um deles, inclusive, tentou tirar o short de uma vítima. Queriam deixar a gente só de cueca. Como se fôssemos lixo. Foi desumano, ridículo, humilhante demais”, desabafa.

Por cerca de uma hora e meia, as vítimas viveram o terror, algumas pessoas vomitaram. Ao fim, apenas um celular não foi levado e foi com ele que conseguiram acionar a polícia.

A vítima informou ao G1 que entregará a foto do suspeito para a Polícia Civil para ajudar nas investigações