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A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informa que a vacina contra sarampo continua disponível nas unidades de saúde de todo o estado, pois é uma vacina que faz parte do calendário de vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A preocupação continua porque ainda há um surto de sarampo acontecendo na Região Metropolitana de Belém. De 11 de agosto a 14 de dezembro, foram notificados 208 casos suspeitos da doença, dos quais 59 foram confirmados, 79 descartados e 70 ainda permanecem em investigação.

Do total de confirmados, 39 são residentes de Belém e 10 de Ananindeua, e os demais de outros municípios. A maior incidência da doença está entre os menores de um ano, demonstrando a importância de vacinar as crianças a partir dos seis meses de idade, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Cada indivíduo deve tomar duas doses da vacina para ficar imunizado contra a doença. Então, quem ainda não se vacinou contra o sarampo, deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua casa.

Sespa disponibiliza a vacina contra sarampo nas unidades de saúde de todo o estado (José Pantoja / Ascom Sespa)

Em Belém, estão sendo vacinadas as pessoas de seis meses a 49 anos. É importante que a população faça a sua parte. O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa. Os sintomas iniciais são febre, tosse persistente, irritação ocular e coriza. Após esses sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte. A transmissão ocorre diretamente de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração.

A infecção também ocorre por meio de gotículas de secreções respiratórias (tosse, espirro etc.) com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação.

Além de vacinar quem ainda não foi imunizado, é importante que todos os casos suspeitos da doença atendidos nos serviços de saúde públicos e privados sejam notificados às Secretarias Municipais de Saúde que, por sua vez, notificam aos Centros Regionais de Saúde da Sespa. Todas as pessoas com sinais e sintomas de sarampo devem procurar atendimento médico e manter atualizado o calendário vacinal.

Segundo a diretora do Departamento de Epidemiologia da Sespa, Ana Lúcia Ferreira, a notificação de casos suspeitos de sarampo deve ser feita até 24 horas após o atendimento e o bloqueio vacinal seletivo em até 72 horas após o contato com o caso.

“Por isso, é importante que os médicos fiquem atentos aos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, principalmente, nos serviços de urgência e emergência, para que não passem despercebidos, evitando que mais pessoas sejam contaminadas”, acrescentou a epidemiologista.