A denúncia que circula em redes sociais da região de Porto de Moz, no oeste paraense, desde a manhã deste sábado (28), mostra dezenas de livros didáticos para o ano letivo de 2020, sob tábuas de madeira do que parece ser uma ponte, dentro da área da serraria de familiares do prefeito do município, Berg Campos, no bairro do Maturu, área urbana da cidade. O episódio chocou a população local em razão do evidente desperdício de dinheiro público. A secretária municipal de Educação, Kelly Miranda, nega o descarte ilegal, afirmando que tudo não passou de uma maneira improvisada de proteger o material escolar da chuva, que teria interrompido a distribuição que a secretaria vem realizando à zona rural de Porto de Moz.

A reportagem da redação integrada entrou em contato com a secretária Kelly Miranda que contestou a denúncia. “Nós não seríamos irresponsáveis ao ponto de deixarmos livros jogados no lixo, sabemos o quanto isso custa para os cofres públicos e alunos”, disse ela, nesta tarde de sábado (28).

De acordo com a secretária municipal,  a secretaria de Educação recebeu livros didáticos para o ano letivo de 2020 e os está distribuindo às escolas do município, sendo a maioria delas na zona rural. ”Estávamos encaminhando livros para as referidas escolas, enquanto colocávamos livros no barco começou a chover muito, tivemos que parar o trabalho com urgência e cobrimos com o encerado preto. Em seguida, após a chuva retomamos os trabalhos e muitos destes livros já estão nas escolas do espaço rural”, assegurou.

Sobre o modo improvisado de distribuir material tão precioso em valor financeiro e educativo para o acervo municipal, já que dezenas de livros se estragaram, conforme atestam fotos que circulam nas redes sociais, Kelly Miranda afirmou que isso aconteceu, porque “estávamos colocando os livros no barco, começou a formar um tempo com forte chuva, cobrimos com o encerado preto, logo passou a chuva e terminamos de embarcar os livros para o barco, na antiga serraria que era do seu Rivaldo Campos, tio do atual prefeito, mas que agora é porto de embarque e desembarque de muitas embarcações, por este motivo estávamos embarcando os livros lá. Esta denúncia deve ter acontecido ontem (sexta-feira, 27), mas embarcamos estes livros a vários dias, e não ontem”, salientou Kelly Miranda.

Questionada por que a equipe não deixou os livros no barco, onde estariam melhor guardados da chuva e sim no chão, dentro de um buraco sob as tábuas, a secretária municipal argumentou que ”estávamos transportando os livros do nosso depósito para o barco, se você observar fica longe, aí uma equipe desembarcava, colocava em cima da ponte, outra equipe levava para o barco, porque são muitos livros e assim facilitava a nossa volta para o depósito. Não são tantos (livros). Um bloco com o temporal caiu no chão porque se você observar o vento levantou o encerado, esse bloco com a chuva molhou. Entendeu?”, concluiu a secretária de Educação, de Porto de Moz