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Quem deixou para comprar os presentes de Natal na última hora enfrentou problemas: movimentação intensa e poucos descontos no centro comercial de Belém. Na véspera da noite de festas, nesta segunda-feira (23), muitos belenenses ainda andavam pelas ruas do comércio em busca de produtos. De acordo com o presidente da Associação dos Ambulantes do Centro Comercial, Charles Pimentel, as vendas devem ser 20% maiores neste ano, em comparação com 2018.

O especialista ainda disse que a média de itens levados pelos clientes é de cinco, com uma média de R$ 20 por cada um deles. “As pessoas estão vindo aqui para comprar mesmo, a pesquisa já não dá mais tempo. Eu vendo roupas femininas, porque as mulheres são as maiores compradoras”, disse Pimentel. Outra vendedora de confecções, Ariely de Assis, disse que as vendas estão “bombando” e que, muitas vezes, precisa atender até 10 clientes de uma vez. Ela vendeu o dobro neste mês. Segundo Pimentel, os vendedores ambulantes ainda vão abrir seus negócios nesta terça-feira (24) para atender os clientes retardatários, das 6h às 22h.

Já no setor de brinquedos, a expectativa de crescimento em relação ao ano passado é de 13%, enquanto o mercado no geral deve crescer apenas 7%. De acordo com o gerente comercial do estabelecimento, Sandro Gonçalves, os brinquedos são o carro-chefe, mas os clientes também buscam itens de decoração para o lar. “Por conta das promoções, que foram feitas, especialmente, para quem vai comprar brinquedos, nosso ticket médio de compras caiu de R$ 137 para uma média de R$ 107”, pontuou o gerente.

A autônoma Silene Matos, de 40 anos, em vez de comprar os presentes de seus dois filhos, deixou eles escolherem, como faz todo ano. “Acho que as crianças precisam entender o valor do dinheiro, então busco educá-los financeiramente desde cedo”, argumentou Silene. A única exigência é que cada um gaste apenas R$ 100 no presente escolhido.

Por outro lado, a diarista Elen Cristina, de 36 anos, foi pessoalmente escolher o que os netos vão ganhar de Natal, mas deixou para o penúltimo dia, então encontrou dificuldades com os preços. “Todos os brinquedos estão caros, já vi muitas propagandas enganosas, dizendo que tem desconto, mas quando pergunto o preço está normal”, pontuou. Mesmo assim, ela não estabeleceu limites de gastos, porque “prefere que os netos gostem” e não se limita ao valor.

Uma das dificuldades do excesso de movimento nas ruas do centro comercial, segundo o presidente da Associação dos Ambulantes, Charles Pimentel, é a quantidade de lixo que fica nas ruas após as compras. O local também fica mais inseguro nesse período. Segundo ele, os próprios vendedores precisaram contratar uma equipe de limpeza e outra de segurança, para auxiliar o trabalho dos autônomos durante as festas. “Temos 11 containers, e o lixo não está cabendo neles. A Prefeitura deveria ter mandado equipes para limpar as ruas ao redor do comércio, porque tem muito fluxo de pessoas nesses dias. Também sentimos falta de equipes policiais. Vi poucos e a Guarda Municipal nem apareceu. Isso sem falar no trânsito nas ruas do entorno, a Semob deveria estar controlando tudo isso”, denunciou o vendedor.

O sargento Gilmar Cunha, por sua vez, disse que a Operação Festas Seguras, uma integração entre as Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento de Trânsito do Estado (Detran), Centro Integrado de Operações (Ciop), Guarda Municipal de Belém, Secretaria de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), além de órgãos municipais de segurança da Região Metropolitana, está indo muito bem no comércio da capital. Segundo ele, são 50 agentes espalhados pelas ruas, com equipes de 3 pessoas.