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Após os tumultos da terça-feira 17, a população paraense não pôde acompanhar nas galerias do Palácio Cabanagem a sessão da Assembleia Legislativa do Pará  (Alepa), nesta quarta-feira (18), que deverá votar a reforma da Previdência estadual. A determinação foi feita pelo presidente da Alepa, Daniel Santos, e é criticada por líderes sindicais que realizavam protesto do lado de fora do prédio.

O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do Pará (Sindfisco-PA), Antônio Catete, considerou “vergonhosa” a decisão da presidência da Alepa. “Ao que se sabe, isso nunca aconteceu na história recente da Assembleia Legislativa, desde a redemocratização. Isso é uma vergonha para os deputados, já que essa é a Casa do Povo. Mas o povo hoje está proibido de entrar”, protestou.

A deputada Marino Brito (PSOL), em pronunciamento na tribuna, também reclamou da ausência da população.

Em referência aos protestos da terça-feira 17, a Alepa argumenta em nota que, “diante do ocorrido nas dependências e galerias da Alepa durante as manifestações de sindicalistas”, decidiu permitir o acesso ao prédio apenas aos funcionários e profissionais da imprensa. “Considerando o perigo que novas manifestações possam acarretar a inviabilidade do funcionamento legislativo”, justifica ainda.