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A quinta-feira sempre foi um dia muito coringa para a CCXP, como perdão do trocadilho. No meio da semana, com período escolar ainda acontecendo e trabalho até o final do dia, era comum que o primeiro dia mais aberto ao público geral fosse o mais vazio dos 4 dias. Esse tempo ficou para trás, a quinta ainda pode atrair menos pessoas que os demais dias, mas nem de longe é tranquilo.

Um exemplo disso é o painel da Globoplay, que se dividiu em dois grandes espaços, tão imensos que as pessoas poderiam literalmente ir de tirolesa de uma ponta a outra. E mesmo com todo esse tamanho, o estande ainda pareceu pequeno para a quantidade de fãs no local. Muitos levados pela possibilidade de tirar uma foto com a Tardis, do seriado “Doctor Who”, que agora é exclusivo do serviço de streaming. Além disso, ações com realidade virtual e de séries ineditas também entregaram os visitantes.

Como sempre, não poderíamos deixar de ir no Artist’s Alley, onde entrevistamos dois grandes nomes do quadrinho brasileiro de diferentes gerações.

Max Andrade expõe suas publicações no Artists' Alley. Ele venceu o Silent Manga Audition, concurso que premia histórias sem fala
Max Andrade expõe suas publicações no Artists’ Alley. Ele venceu o Silent Manga Audition, concurso que premia histórias sem fala (Gabriel Avila / Reprodução)

O primeiro foi Mike Deodato, dono de um traço singular e nome importante na Marvel, Deodato falou sobre sua longa trajetória na casa das ideias, seu breve período na DC, com “Mulher Maravilha” e “Batman”. Agora em uma fase autoral, o desenhista não descartou voltar para os super-heróis em algum momento.

O segundo entrevistado foi RB Silva, atual responsável pela reconstrução da franquia “X-Men” nos quadrinhos. Silva revelou como o processo o levou a migrar de vez para o meio digital e abandonar o lápis e a caneta.

Apesar de lotado e muito corrido, o evento está apenas no início, então não deixe de conferir o restante da nossa cobertura!