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O preço do óleo diesel está mais caro 2% a partir desta quarta-feira (4), nas refinarias de todo o Brasil. O reajuste foi anunciado na terça (3), pela Petrobrás, que aumentou ainda toda a cadeia do produto. O diesel marítimo, por exemplo, subiu 2,1% e os destinados às térmicas, 2,2% (S500) e 2% (S10). Em Belém, boa parte dos produtos, sobretudo, os alimentos, chega por frete rodoviário, mas, mesmo assim, ainda não há expectativa de reajuste nos valores em função do combustível.

Segundo o presidente da Associação Paraense de Supermercados, Jorge Portugal, a alta pode ser absorvida pelas transportadoras, já que o aumento de 2% anunciado é pequeno. “Para cargas grandes, eles acumulam mais fretes e podem absorver essa alta. Não estou dizendo que vão fazer, mas podem fazer. Agora, as cargas menores, negociadas e acordadas diretamente com os caminhoneiros, devem ter impacto”, acredita.

Portugal explica que o diesel é apenas um componente do frete e que agora não há reajustes em outros itens, como tabela do frete e pedágio, por exemplo, que poderiam impactar de fato o valor dos alimentos. “Acho que o diesel representa 0,2% do frete, então, não acredito nessa influência”, reforça.

Quase que a totalidade de hortiftrutis granjeiros vem de fora do Estado. De acordo com o presidente da Aspas, o principal fornecedor dos supermercadistas paraenses é a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e a região nordeste do país. “Algumas folhagens e abacaxi são do Pará mesmo, mas batata, cebola, tomate, pimentão, além das frutas, ou seja, a grande maioria, vem por estrada”, detalha.

“Diferente do diesel, hoje, o aumento do dólar já tem influenciado outras cadeias, como a de produtos importados, entre eles, o trigo, item que a gente importa bastante. Com a aproximação do período natalino, produtos como nozes, castanhas, azeite e até o mbacalhau, que muita gente consome nessa época, devem ficar mais caros”, anuncia Jorge Portugal.

Alta – A comercialização do preço do diesel abaixo da paridade internacional nas últimas semanas fez com que a Associação dos Importadores de Combustíveis (Abicom) reclamasse no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), na semana passada, alegando que o congelamento prejudica o mercado.

O preço da gasolina não foi alterado, informou a Petrobras.