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Em pouco mais de suas semanas, no dia 29 de novembro, o Black Friday movimentará as lojas físicas do Pará e os olhos dos consumidores sobre as telas de computadores e smartphones, em busca das melhores ofertas em estabelecimentos virtuais. O faturamento durante o período na Região Norte deve ultrapassar os R$ 88 milhões, representando 3% do total nacional. No Pará, a movimentação deve passar dos R$ 31 milhões este ano. E, do total, a capital paraense possui maior representatividade, com mais de R$ 16,5 milhões estimados. Os números são do LeadMedia, grupo francês de investimento em tecnologia que opera a marca Black Friday no Brasil.

Em âmbito nacional, a região sudeste deve continuar na liderança das vendas, sendo a responsável pelo maior faturamento em números absolutos do Black Friday, com 59% do total do evento. Seguida por Sul (16%), Nordeste (14%), Centro Oeste (8%), e Norte (3%).

Os smartphones, além de serem usados como meio de pesquisa das promoções, também estão em destaque como o produto que lidera a lista dos mais procurados, representando 37% das vendas, também segundo estimativa da LeadMedia. Em segundo lugar aparecem os eletrodomésticos, com 36%, e, em terceiro, os televisores, com 29%. As duas últimas posições entre os itens mais buscados ficaram com artigos de informática (24%) e com o setor de móveis e decoração (22%).

Na área de comércio eletrônico nacional, o Black Friday é atualmente o período de maior faturamento, e deve alcançar, neste ano, um aumento de 21%¨nas vendas, alcançando a marca estimada de mais de R$ 3.15 bilhões, o que será um recorde. O dado estimado tem como base o tráfego do site oficial do evento.

O titular da Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Nadilson Neves, órgão que faz parte da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), recomenda que os consumidores que forem comprar em lojas físicas fiquem atentos sobre as flutuações dos preços antes da semana das promoções. “Notamos que existem lojas que, uma semana antes do Black Friday, aumentam os preços para depois baixarem para a mesma faixa, e assim enganarem as pessoas de que elas estão tendo alguma vantagem”, alerta.

Já para os que comprarão virtualmente, o diretor do Procon recomenda que verifiquem se os sites de venda possuem canais de atendimento, para eventuais reclamações. “Também sempre digo para que não utilizem computadores públicos para as compras, como de ‘cybers’, pois os dados dos compradores, como números de cartões, podem ficar registrados e sujeitos a atitudes de má fé por quem utilizar o computador depois”, acrescenta.

O advogado Antônio Gama, membro da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Pará (OAB-PA), afirma que a desconfiança é a melhor companheira na hora de fazer uma compra pela internet, e que é melhor dar preferência para os sites mais conhecidos. “Eu digo também para os meu clientes sempre darem ‘print’, baterem foto, dos preços dos produtos, dos itens que o acompanham, de todas as especificações, para que depois tenham as provas”, completa.

Dentre as fraudes aplicadas na internet, Gama relata que quadrilhas podem enviar falsos ‘links’ para consumidores, que na verdade levam para páginas falsas, onde os dados bancários são informados e o dinheiro é roubado. “Por isso que a melhor coisa é procurar diretamente o site oficial da loja, e não acreditar em mensagens enviadas nas redes sociais”, aconselha.

Depois de Belém, as cidades do Pará que deverão ter faturamentos significativos são Ananindeua, que tem a previsão de arrecadar R$ 1,5 milhão; Marabá, com R$ 1,3 milhão; Santarém, que tem a previsão de faturamento de R$ 1 milhão, e Parauapebas, que tem também previsão de R$ 1 milhão.