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Evo Morales, que renunciou à presidência da Bolívia neste domingo (10), pediu aos servidores públicos do país que “voltem a prestar serviços à população”, em post publicado no Twitter na tarde desta segunda-feira (11).

“Já não como presidente, e sim e minha condição de ser humano, peço aos trabalhadores de saúde e educação que voltem a prestar serviços à população, após tantas greves e paralisações. Acima de posições políticas, têm a missão de cuidar com cordialidade e solidariedade do povo”, diz a publicação.

Ya no como presidente, sino, en mi condición de ser humano, pido a los trabajadores de salud y educación volver a prestar servicios a la población, luego de tantos paros y huelgas. Por encima de posiciones políticas, tienen la misión de cuidar con calidez y solidaridad al pueblo

Renúncia de Yuri Calderón

Também nesta segunda-feira, o chefe da polícia boliviana, Yuri Calderón, renunciou ao cargo, segundo o jornal La Razón. O periódico aponta que Calderón deixou a função após “pressão das bases e do Estado”.

Yuri Calderón foi quem negou, no domingo, que houvesse um mandado de prisão contra Evo Morales depois de sua renúncia. Calderón esclareceu que é o Ministério Público e não a polícia quem emite os mandados de prisão.

A renúncia de Calderón foi anunciada pelo coronel Ruddy Uría, diretor nacional de Comunicação Social e Relações Internacionais do Comando da Polícia Boliviana.

“Devo informar, como Diretor de Comunicação do Comando Geral, que o Estado Maior solicitou a renúncia do Comandante Geral. Estamos impondo liderança para normalizar nossos serviços. Entrei em contato com a equipe da UTOP e faço o pedido, precisamos normalizar nossos serviços ”, disse.