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Em Belém e Ananindeua, o mercado imobiliário lançou mais apartamentos no terceiro trimestre deste ano do que em todo o ano de 2018. Enquanto no ano passado foram oferecidos cerca de 600 unidades habitacionais, nos meses de julho, agosto e setembro de 2019, o número chegou a 950. A mudança representa um crescimento de aproximadamente 58%.

Os dados fazem parte da sétima edição do censo imobiliário do mercado local realizado pela empresa paranaense Bureau de Inteligência Corporativa (Brain), documento que mapeia a realidade presente e aponta as tendências do futuro. O estudo é encomendado para o Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon), Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) e a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), e sua divulgação ocorreu nesta quarta-feira (6), em evento realizado em Belém.

O sócio dirigente da Brain e professor, Fábio Tadeu Araújo, afirma que o aumento nos lançamentos é sinal de que o mercado está mais otimista e atribui a medidas tomadas pelo Governo Federal, como a baixa dos juros e o mérito de começar a melhorar a confiança do empresariado para investir. Mesmo com os números significativos, ele destaca que é necessário ainda alcançar patamares ainda melhores.

“Nos 21 meses que a Brain está trabalhando em Belém, junto com o Sinduscon e a Ademi, o melhor trimestre de lançamentos foi justamente o terceiro de 2019. Cerca de 950 apartamentos foram colocados no mercado, o que é mais que o ano passado inteiro, que teve menos de 600. Tivemos um recorde de lançamentos. Ainda assim é um número que pode melhorar”, enfatiza.

Para que esse crescimento, Araújo diz que é preciso que a retomada da confiança dos empresários seja mais significativa, pois o potencial do mercado de Belém e região metropolitana, segundo ele, ainda não foi totalmente explorado, pois apresenta demanda reprimida.

“Em geral, as cidades que estão passando por discussões de plano diretor, como Belém, e acabam enfrentando períodos de pouca aprovação de investimentos, porque os empresários ainda ficam com dúvida sobre o que vai mudar, por isso acaba tendo uma retração. Mas isso tende a melhorar, pois acreditamos que as oportunidades para lançamentos aqui são muito grandes. O ideal é que as duas cidades [Belém e Ananindeua] estivessem lançando, ao ano, entre 3 e 4 mil apartamentos, pelo menos. O ano de 2020, portanto, tende a ser melhor que o de 2019, que já foi melhor que o de 2018”, analisa.

O segmento de apartamentos standard, que são os que custam de R$ 190 mil a R$ 400 mil, e medem de 55 a 90 metros quadrados, com dois ou três dormitórios, é um dos que mais tem possibilidade de crescer, de acordo com o dirigente da Brain. “É possível termos até quatro vezes mais apartamentos desse segmento que temos hoje, que é pouco menos de 300, e podemos chegar até a 1.200 apartamentos sem risco de super oferta”, informa.

O vice-presidente do Sinduscon afirma que o censo imobiliário é importante para o mercado, por mapear onde estão os lançamentos, os preços e os tipos de apartamentos oferecidos. “Nós conseguimos detectar quais são os produtos que estão faltando, quais são os que estão sobrando e os locais de Belém e Ananindeua que apresentam falta de produtos, por exemplo”, comemora.