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O Tribunal de Justiça de São Paulo indeferiu um pedido de liminar feito pela defesa de Suzane von Richthofen para tentar barrar a publicação do livro “Suzane – Crime e Punição”, escrito pelo jornalista paraense Ulisses Campbell. Segundo o autor, não é uma biografia, mas um livro-reportagem escrito em forma de romance policial.

A defesa de Suzane afirmou que ela não tem interesse na publicação e que nunca foi ouvida pelo jornalista, por isso há fatos não verídicos.

Ulisses Campbell afirmou que ficou surpreso com a atitude antecipada de Suzane, uma vez que o mais comum é a pessoa esperar a publicação para depois contestar na Justiça o conteúdo veiculado. “A Suzane alega que o livro desabona a honra dela, mas isso quem faz é o crime que ela cometeu e não o livro”. O autor completa que ela afirmou que pretende “ser esquecida e que já cumpre a pena estabelecida pela Justiça”, disse ao portal R7.

Para escrever o livro, que tem cerca de 300 páginas e lançamento previsto para o início de 2020 pela editora Contexto, o jornalista fez centenas de entrevistas. Um dos colaboradores da obra foi o ex-cunhado de Suzane, Cristian Cravinhos, que concedeu 8 entrevistas. Já o ex-namorado dela, Daniel Cravinhos, também não quis falar sobre o assunto.

O crime

Suzane foi condenada por matar os pais Manfred e Marísia von Richthofen em outubro de 2002, ao lado dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos. O casal foi morto a pauladas enquanto dormia. Suzane foi condenada a 39 anos de prisão porque foi considerada mentora do crime e, desde 2015, está no regime semiaberto.

Daniel Cravinhos foi condenado a 39 anos de prisão pelos homicídios, mas já cumpre pena no regime aberto. Cristian estava na mesma situação, mas foi preso novamente e condenado a 4 anos de prisão por posse ilegal de munição e suborno de policiais após se envolver em uma confusão num bar em Sorocaba, no interior paulista.