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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, intimou, nesta terça-feira (5), os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM) a depor.

A pedido de Fachin, a PF (Polícia Federal) cumpre uma série de mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, em investigação em curso junto ao STF. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo e da Agência Brasil.

Segundo o advogado Luiz Henrique Machado, Renan recebeu a intimação em Maceió, mas não há cumprimento de mandados judiciais em endereços ligados ao parlamentar.

Em nota divulgada pela defesa de Eduardo Braga, os advogados José Alberto Simonetti e Fabiano Silveira esclareceram que o parlamentar recebeu esta manhã uma solicitação do delegado Bernardo Amaral para prestar esclarecimentos no inquérito 4707 (Supremo Tribunal Federal) e que o senador já fez contato para ajustar a data do depoimento.

“O senador sempre se colocou à disposição para colaborar com qualquer investigação”, ressaltou a defesa do parlamentar. “Nenhuma medida de busca e apreensão foi realizada na residência ou em qualquer outro endereço do senador Eduardo Braga”, garantiram os advogados.

As ações começaram nas primeiras horas desta manhã, mas os alvos das diligências ainda não foram divulgados. O STF tem competência sobre apurações envolvendo investigados com foro privilegiado.

As ordens foram expedidas pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.

Em nota, a PF informou que, por ordem de Fachin, não divulgará as ações.

A ação é um desdobramento do inquérito 4707, que apura supostas doações de R$ 40 milhões feitas pelo grupo Grupo J&F a senadores do MDB para as eleições de 2014. A informação partiu da delação de Ricardo Saud, que serviu como base para a instauração do inquérito.

Além de Renan e Eduardo, o senador Jader Barbalho (MDB-PA) e ministro Vital do Rêgo Filho, do Tribunal de Contas da União (TCU), também estão entre os investigados do inquérito 470.

Em junho, o delegado Bernardo Guidali Amaral, que assina as intimações enviadas aos senadores Renan Calheiros e Eduardo Braga, pediu a Fachin que prorrogasse o prazo do inquérito.