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Nesta terça-feira (05), todos os 166 internos do Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT) e outros 66 da Central de Triagem de Altamira foram transferidos para o novo Complexo Penitenciário de Vitória do Xingu, inaugurado na segunda (4).

Os internos eram mantidos no CRRAlt após o episódio que ficou conhecido como o “Massacre do Centro de Recuperação de Altamira”, onde 62 presos foram mortos, com 58 morrendo no dia 29 de julho e os outros quatro morrendo durante uma transferência após a chacina motivada por conflitos entre facções criminosas.

A operação foi coordenada pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) com o apoio dos agentes prisionais concursados e Comando de Operações Penitenciárias (Cope). Para garantir a segurança, a transferência ocorreu de forma sigilosa, com início às 5h da manhã e chegada ao complexo às 9h.

Agora, o Centro de Recuperação Regional de Altamira será desativado e passará por reforma, anunciada pelo governador do Estado, Helder Barbalho, durante a inauguração do novo complexo penitenciário. Os internos passam a ser custodiados no Centro de Recuperação Masculino de Vitória do Xingu, com capacidade para 306 vagas. O complexo é formado por três unidades e oferta ao todo 612 vagas, incluindo feminino e semiaberto.

Mais de 50 agentes de segurança pública trabalharam na operação, que também teve apoio da Ronda Tática Metropolitana (Rocam) e do Grupo Tático Operacional (GOT), da Polícia Militar. De acordo com o diretor de Administração Penitenciária da Susipe, Ringo Alex Farias, o novo complexo de Vitória do Xingu cumpre todos os padrões de segurança do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). “A transferência abre, oficialmente, o funcionamento desse novo complexo. Isso vai trazer uma mudança significativa para a população carcerária em Altamira. A segurança da nova penitenciária segue todas as normas do Depen e traz medidas para impedir a comunicação dentro do presídio”, ressaltou.

O secretário extraordinário para Assuntos Penitenciários, Jarbas Vasconcelos, explicou que a primeira transferência de internos é uma medida imediata para manter o controle do sistema prisional na região de Altamira. “Além desta operação, outros internos da região metropolitana de Belém também devem ser transferidos para o novo complexo. Nosso foco é a segurança dentro do cárcere, proporcionando condições para que o interno passe pela ressocialização”, finalizou.

Segundo o Governo do Estado, ainda neste mês de novembro, 306 novas vagas serão abertas em Abaetetuba, 306 em Tucuruí e mais 306 em Parauapebas. Ao todo, serão 1.530 novas vagas abertas no sistema carcerário do Pará, contabilizando ainda as mais de 600 do novo complexo de Vitória do Xingu.