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Vai Felipe, vai, corre Tiago, corre, vamos lá Ian, vamos, vamos foram os gritos mais ouvidos das cadeiras do Estádio Olímpico Mangueirão na manhã deste sábado (26), por ocasião da Corridinha do Círio em 12ª edição. Uma corridinha sempre contagiante pelo numero expressivo de crianças, a partir dos 5 anos, e adolescentes na faixa dos 15 a 17 anos.

A corridinha não se destaca pela disputa do primeiro lugar e sim do incentivo, da vibração, do entusiasmo dos familiares às crianças.  “Fico mais nervoso de que ela”, conta Ronaldo Barata, economista, pai de Alice, 6 anos, vencedora da sua bateria. “Além do primeiro lugar, minha satisfação é pela participação dela, a vontade que ela tem de correr me impressiona. Ela mesmo procura correr, está sempre envolvida com o esporte”, contou. Alice correu em 2018 e foi campeã na bateria cinco anos.

Ian Pires, fantasiado de Flash, correu na bateria 4 anos, venceu e se mostrou valente corredor como frisou sua avó Dilque de Oliveira, 45,enfermeira, que bateu o currículo atleta mirim. ” O Ian venceu a Corrida da Saúde do Rotary e é um apaixonado por corrida de rua pra felicidade da família

Enzo Leal, 6 anos, faz natação, joga futsal mas é corrida sua preferência como pronunciou o avô Pedro Portal. ” Ele corre muito, um corredor nato”, conta. Enzo, aluno Escola Catarina Labouré, Sacramenta, ganhou em 2018.

A corridinha do círio é lazer, entretenimento e os primeiros passos do atleta mirim no atletismo, como ressalta Edivaldo Sodré, 42 anos, pai de Ágata, 7 anos. ” É interessante. Ela quer correr, acordou cedo pra vim. Estou apoiando. Não vou tirar sua força, não. Ela venceu, vamos mantê-la correndo, pois é muita danadinha”, explica. ” Já tenho uma medalha e ganhei outra. A corrida é de amigos, de amizade”, falou Ágata Santos.

” O futuro do atletismo paraense tai na pista”, disse Ronaldo Estevam Lobato (Pelé), ex-presidente da Federação de Atletismo. “Você começa observar o potencial de cada garoto. Isso é simples, pois sempre tem um com boa desenvoltura, uma capacidade de correr diferente dos outros. É acompanhar e ver daqui há 20 anos vamos ter campeões, assim nascem os grandes atletas. Essa corrida (corridinha do círio) é natural para eles. Tem o incentivo da primeira medalha ganha. Essa será guardada pra sempre. Eu tenho guardada minha primeira medalha ganha nos jogos colegiais paraenses”, contou.

A novidade da corridinha deste ano foi a pontualidade na largadas de baterias que levou o evento ao encerramento em tempo recorde, por volta das 10h40. Aberta com a prova dos 1.000m de 15 a 17, onde Jalne Chagas, do Amapá, 16 anos, venceu pelo segundo ano consecutivo. No feminino, Thaise Silva, do projeto de atletismo do Mangueirão, foi a vencedora.

A Corridinha do Círio de 2019, realização da TV Liberal teve o patrocínio do Banpará, Esamaz e hospital Cynthia Charone e apoio do Sesi e da FPAt.